Mostrando postagens com marcador Guias e Entidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Guias e Entidades. Mostrar todas as postagens

TIPOS DE MEDIUNIDADE

Infelizmente por falta de incentivos dentro da Umbanda perdemos milhares de médiuns para a vaidade e mistificação. Isso acontece simplesmente por falta de estudos aplicados ao desenvolvimento dentro da Umbanda. A grande maioria dos Pais (Mães) no Santo servem para seus médiuns o básico feijão com arroz, onde o médium tem somente acesso a técnicas precarias de incorporação. O que muitas vezes provoca a mistificação, isso pq o médium tem outra missão mais o Pai ou Mãe no Santo não tem o conhecimento necessário e ao vê todos inclusive médiuns mais novos já estarem incorporando estes começam a "fingir" uma incorporação para responder as dúvidas e fal-fal dos outros médiuns.

Observando resolvi apresenta algumas formas de mediunidade dentro da Umbanda.

MÉDIUM VIDENTE - É um médium muito útil e raro nos trabalhos, pois serve para ver os espíritos que vibram nos mesmos. Os médiuns videntes descobrem a verdadeira identidade dos espíritos manifestados e verificam se está havendo mistificação. Pode haver a vidência no ambiente, no espaço ou à distância, no tempo, ou seja, fatos a ocorrer ou já ocorridos em outros tempos. A vidência normalmente se manifesta na infância, estendendo-se até a maturidade, quando a mesma, na maioria dos casos desaparece, somente voltando quando o médium inicia seu desenvolvimento. Na Umbanda a videncia se manifesta através dos olhos ou simplesmente intuiva e pode ser dividida com outros médiuns vidente sendo assim comprovado que aqueles médiuns que vêem através dos olhos tem as mesmas caractericas do relatos do médium vidente intuitivo.


MÉDIUM OLFATIVO - É o médium que tem a faculdade de sentir a aproximação das Entidades, através do olfato. Este é chamado médium olfativo receptor. E tbm temos o médium olfativo transmissor, que ao receber Guias são capazes de emitir "cheiros" que irá caracterizar cada entidade que recebe.

MÉDIUM AUDITIVO - A forma mais comum desta faculdade é a Telepatia (transmissão direta de pensamentos, emoções ou impressões). É uma forma não sensorial relativa ao cérebro ou a parte dele chamado sensório, sensações, próprio para transmitir sensações, comunicação entre duas ou mais pessoas. O médium ouve sons, ruídos, e comunicados etc...

MÉDIUM DE DESDOBRAMENTO - É aquele que possui a faculdade de aparecer ao mesmo tempo em dois lugares diferentes, quer durante o sono quer em atividade normal, podendo ocorrer por ocasião de emoções violentas, agonia de morte, doenças graves ou espontaneamente através de materialização da alma.

MÉDIUM DE TRANSPORTE - É aquele que possui a faculdade de através da concentração, transportar-se a outro lugar, isto é, em transe, sua alma se afasta do corpo e vai a lugares distantes, mas não se materializam como os médiuns de desdobramento, permanecendo invisível para os demais.

MÉDIUM DE INCORPORAÇÃO -  É aquele em que o espírito, o Guia, O Protetor, ou qualquer outra Entidade se manifesta através da incorporação. A incorporação (Entidade incorporante) dá lugar ao espírito comunicante. É a forma mais útil, permitindo-nos o entendimento direto e pessoal com as Entidades, possibilitando-nos o esclarecimento espiritual; MÉDIUM DE INCORPORAÇÃO CONSCIENTE - O médium consciente que não foi instruído e preparado passa por dilemas e por vezes dúvida se é ou não um manifesto da Entidade. Essa dúvida ocorre porque mesmo o médium "tomado" pela Entidade, sente, ouve e vê e domina quase todas ou quase todas as reações físicas. Não sabe, no entanto, que a mediunidade de incorporação consciente nada tem a ver com a parte sensorial ou motora e sim com a parte mental intuitiva. Uma vez que desconhece a interferência direta exterior de uma força inteligente, que age sobre a sua aura, transferindo vitalidade para a aura da pessoa "carregada", acredita, que é a sua própria vontade; MÉDIUM DE INCORPORAÇÃO SEMI-CONSCIENTE - É o médium cuja inconsciência não é total, porém é dominado em suas partes sensoriais e motoras, ou seja, a entidade incorporante consegue dominar seu corpo físico assim como envolver ou frenar todo o seu sistema nervoso ou neuro-sensorial e faz uma espécie de ligação com o psiquismo. Assim como que em passividade, deixando que a comunicação da Entidade incorporante se processe firmemente (na maioria das vezes, não consegue interferir), sente que seus órgãos, naquela ocasião ou transe, não são mais seus.
Dá-se com o médium semi-inconsciente uma espécie de afastamento forçado de sua vontade, de uma ação ou força de interferir na atuação ou na comunicação da Entidade incorporante. Quando o médium é bem equilibrado acontece quase sempre um fenômeno curioso com ele. Durante a ocasião em que se processou a incorporação, sabe de tudo o que se passou (ou passa com ele ou em torno dele), ou guarda ligeiras recordações, ou acontece mesmo de esquecer ou ainda lhe é difícil reter corretamente na memória as comunicações faladas ou cantadas (na Umbanda). Guarda apenas na memória, por vezes, o sentido ou impressões boas ou más causadas por ela (a comunicação) ou pelo espírito incorporante sobre as outras pessoas. Mas isso acontece quando o médium tem de facto e de direito o dom da mecânica de incorporação; MÉDIUM DE INCORPORAÇÃO INCONSCIENTE - Sem consciência ou com desconhecimento do alcance moral do que praticou. Parte de nossa vida psíquica da qual não temos consciência. É muito comum o médium reclamar deste tipo. Após a incorporação o médium "dorme", acordando após a desincorporação sem noção de tempo e do que se passou com ele.


DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO - A força mediúnica aumenta quanto mais ela for empregada no campo da CARIDADE. Para isso deve haver desenvolvimento metódico, regrado e bem conduzido. É necessário um período preliminar de adaptação do Médium com o ambiente e sobretudo, com o conjunto de forças magnéticas que se forma em dado local, quando pessoas de objetivos idênticos se reúnem e se afinizam. O desenvolvimento mediúnico se apresenta de duas formas:

NATURAL: à medida em que evolui e se moraliza, a pessoa adquire facilidades psíquicas e desenvolve suas qualidades mediúnicas.

PROVA: a muitos, entretanto, a mediunidade surge como prova de fogo, recebem-na com poderoso auxílio para sua evolução. E para isso vem sempre acompanhada de um grande problema seja finaceiro ou amoroso. O que faz com que o médium tenha que ir até uma Casa de Umbanda e assim começar seu processo de desenvolvimento.



Pai Jonas Barroso
Pai no Santo de Umbanda

https://twitter.com/paijonasbarroso
blog: averdadeiraumbanda.blogspot.com
email: jonasbarroso@facebook.com



Como fazer Assentamento do Orixá


Um assentamento começa a ser construído sem pressa pelo médium, peça a peça, até que ele tenha no mínimo sete elementos do Orixá, todos já consagrados, tanto no seu ponto de forças, quanto no seu centro de Umbanda. 

Não é preciso esperar abrir o centro para começar a constituí-lo rapidamente. Um dos primeiros elementos é o Otá ou pedra do seu Orixá.

O Otá equivale a "pedra fundamental" das grandes construções civis ou de grandes templos erigidos no plano material pelas mais diversas religiões.

Cada Orixá tem a sua pedra e é por ela que o médium deve começar a constituição dos fundamentos do assentamento do seu próprio Orixá.

Nos relatam os nossos mais velhos que, durante o período da escravidão, quando se realizava a cerimônia de iniciação dos noviços, estes iam mata adentro à procura do seu Otá ou pedra do seu Orixá, e voltavam só ao amanhecer, já com ela entre as mãos. 

Dali em diante, ela seria o mais poderoso elo de ligação com seu Orixá. Seria conservada com zelo e alimentanda periodicamente para manter integralmente seu axé (poder). 

Normalmente ela era condicionada em uma quartinha de barro. Panelas, vasos, tigelas, canecos, e outros utensílios feitos de barro cozido, eram comuns e de uso cotidiano, não só pelos indígenas, uma vez que os colonizadores também usavam utensílios de barro cozido. 

Hoje, quando você tem os mesmos utensílios em louça, mais perde parte do axé consagrado por nossos ancestrais. Até porque as quartinhas de louça tornou popular pela beleza e por diminuir o "trabalho que você teria com o Orixá" pois a água ou outra bebida colocada dentro dela são seja absorvidas pelo barro e, sob temperaturas elevadas pode evaporar completamente. Mas, esquecem que é justamente aí onde a força do axé é consagrado.

Então, como atualmente você não precisa sair às escondidas e em altas horas da noite para encontrar na escuridão o seu Otá ou pedra do seu Orixá, recomendamos que a encontre num rio ou cachoeira pedregosa e ali, calmamente, escolha-o e assim, recolhao levando-o para casa já envolto em um pedaço de pano com a cor do seu Orixá. Caso não conheça a pedra de seu Orixá, basta me pergunta que lhe informo.

Mas lembre-se: Não é só chegar até o leito pedregoso do rio, catar uma pedra rolada, envolvê-la num pano e ir embora. Não mesmo!

Há todo um ritual que deve ser cumprido à risca se quiserem que seus Otás tenham axé ou poder de realização. Abaixo vamos descrevê-lo: 

1 - Encontrar um trecho de rio de águas limpas que seja pedregoso;

2 - Numa margem dele, oferendar nossa mãe Oxum e pedir-lhe licença para recolher dos seus domínios o Otá do seu Orixá. 

3 - Depois, oferende o seu Orixá na outra margem ou, se for na mesma, faça-a mais abaixo da oferenda que fez para a Senhora Oxum.

4 - Já com a oferenda feita, derrame no rio uma garrafa de champagne ou outra bebida doce e 7 punhados de açúcar, oferecendo-os aos Seres das Águas, pedindo-lhes licença para entrar no rio e recolher seu Otá. 

5 - Isto feito, o médium deve entrar no leito do rio e procurar uma pedra rolada que o atraia mais que as outras e, quando encontrá-la, deve pedir licença à Mãe e aos Seres da Àgua para pegá-la para si. 

6 - Após pegá-la, deve elevá-la com as duas mãos acima da cabeça e, como numa oração, dizer estas palavras: "Meu Pai (ou Mãe) Orixá tal, eis a pedra de axé, o meu Otá! Abençoe-o com tua luz, com teu manto divino e com teu axé, tornando-a, a partir de agora, minha pedra sagrada!" 

7 - Após fazer essa primeira consagração a pessoa deve ir até onde está a oferenda da Mãe Oxum e apresentá-la segurando-a na palma das mãos unidas em concha, dizendo-lhe estas palavras: "Minha Mãe Oxum, apresento-lhe meu Otá. Abençoe-o, minha amada Mãe!"

8 - Após receber a benção da Mãe Oxum, a pessoa deve dirigir-se até onde está a oferenda do seu Orixá, colocá-la dentro dela e fazer esse pedido: "Meu Pai (minha Mãe) Orixá tal, peço-lhe que aqui, dentro da sua oferenda, consagres essa pedra de forças, esse meu Otá".

9 - Após esse pedido, a pessoa deve aguardar uns 10 minutos para recolhê-la e envolvê-la no pedaço de pano na cor do Orixá. Mas antes, deve dizer estas palavras: "Meu Pai (minha Mãe), peço-lhe licença para recolher meu Otá com seu axé, e envolvê-lo nesse pedaço de pano que simboliza seu manto protetor para que eu possa levá-la para minha casa protegida e ocultada dos olhares alheios visíveis e invisíveis". 

10 - Recolha-a e embrulhe-a com o pano. Então peça licença e vá para casa.
Chegando em casa, risque um símbolo do seu Orixá, coloque-o dentro dele; acenda uma vela de 7 dias e coloque-a dentro dele. Invoque seu Orixá, pedindo-lhe que alimente-a com sua luz viva, só recolhendo-a e guardando-a em um local adequado quando a vela for toda queimada. 

Caso queira, poderá pegar uma tigela de barro colocar dentro dela um pouco de água e macerar um punhado de folhas do Orixá para, em seguida colocar dentro o seu Otá, iluminar com uma vela de sete dias e pedir-lhe que incorpore-lhe seu axé vegetal. 

Após sete dias com o Otá imerso no caldo vegetal poderá lavá-lo em água corrente que o axé vegetal do Orixá terá sido incorporado a ele.

Só então, a pessoa poderá alimentá-lo com a bebida do Orixá. Para alimentá-lo poderá fazê-lo derramando-a na mesma tigela usada para as ervas. O procedimento é idêntico: 

• Coloca-se a bebida; a seguir coloca-se o Otá; cobre-se a tigela com o pano na cor do orixá; ilumina-se com uma vela de 7 dias e faz-se uma oração para que o Orixá alimente-o com o axé da sua bebida. 

• Após sete dias, retire o Otá, lave-o em água corrente e coloque-o dentro de uma quartinha de louça ou de barro cerâmico;

• Encha-a com água engarrafada adquirida no comércio pois não contêm cloro e coloque-a, já tampada, em seu altar, oratório ou em um local onde só você mexa. 

• Então, periodicamente, troque a água ou complete-a, que seu Otá passará a atuar em seu benefício, atuando como um ponto de força do seu Orixá. 

• Quando vier a fazer o assentamento dele, coloque nele a sua quartinha com seu Otá dentro dela, passando a alimentá-la com ela já assentada em definitivo. Aí está seu verdadeiro e genuíno "Otá"! 

Temos ouvido relatos de que alguns dirigentes espirituais adquirem no comércio algumas pedras roladas ou pedregulhos, já manuseados por outras pessoas e, num ritual simples colocam-nos dentro da quartinha dos seus filhos espirituais onde, daí em diante estes passarão a alimentá-la periodicamente como se tivessem de fato o axé dos Orixás deles. 

Mas isto não é verdadeiro e sim, assemelha-se a uma simpatia, que tanto pode funcionar como não.

Um Otá genuíno só deve ter a mão do seu dono e só deve ter a vibração do seu Orixá. Qualquer outra vibração incorporada ao Otá de uma pessoa influirá negativamente sobre ele e sobre o seu dono, assim como sobre o próprio Orixá. 

Isto acontece quando quem participou da consagração do Otá fica de mal humor; com raiva; com ódio dele; com antipatia por ele, etc.

Um Otá é algo pessoal e não deve ser manipulado por mais ninguém além do seu dono e só deve conter suas vibrações e as do seu Orixá.

Além do mais, caso a quartinha com o Otá fique nas dependências do Templo que a pessoa freqüenta, várias coisas podem influir sobre ela e ele tais como: 

- Caso o Templo esteja sendo demandado os donos dos Otás também serão atingidos.

- Caso virem as forças assentadas ou firmadas no Templo, as dos donos dos Otás também serão viradas.

- Caso prendam as forças assentadas ou firmadas no Templo, as dos donos dos Otás também serão presas.

- Caso o dirigente fique com ódio de um médium seu, poderá atingí-lo através do seu Otá, e qualquer outros elementos pessoais colocados dentro da quartinha (pois há os que colocam um chumaço de cabelo, retirado do ori do seu filho de santo). 

Recomendamos às pessoas que forem prejudicadas dessa forma que comprem 7 quartinhas de barro; consigam 7 líquidos diferentes, tais como: mel, bebida do seu orixá, água doce, água salgada, água com ervas maceradas, água com pemba branca ralada misturada e água de côco.

Com esses sete líquidos engarrafados separadamente, devem ir até uma cachoeira e nela fazer uma oferenda a Mãe Oxum.

Após fazer a oferenda devem pedir-lhe licença para colher 7 pedras no leito da cachoeira. Após colhê-las colocá-las dentro das 7 quartinhas e acrescentar um pouco de água da cachoeira. 

A seguir, colocar as quartinhas em círculo e derramar dentro de cada uma o líquido de uma garrafa. Acender 7 velas amarelas juntas no centro do círculo das quartinhas; acender 7 vermelhas do lado de fora do círculo de quartinhas, uma para cada uma. 

Na seqüência, fazer essa oração ajoelhado diante do círculo de quartinhas: "Minha amada e misericordiosa Mãe Oxum, clamo-lhe nesse momento em que sofro um ato de injustiça, que a Senhora ative o seu Sagrado Mistério das Sete Quartinhas e, em nome do Divino Criador Olorum, de Oxalá, da Lei Maior e da Justiça Divina, que essa injustiça seja cortada, anulada e retardada, e que, quem a fez contra mim seja perdoado de seus erros por Olorum, por Oxalá pela Lei Maior e pela Justiça Divina, assim como pelo Orixá, pelo Exu Guardião, e pela Pombagira Guardiã dela, que assim, perdoado de seus erros, nunca mais use do seu conhecimento para prejudicar-me e a ninguém mais. 

Peço-lhe também, que tudo o que essa pessoa fez e desejou contra mim, contra minhas forças espirituais e contra meu Orixá, que na Lei do Amor e da Caridade seja desfeito e extinto, para que não tenha o apoio e nem mesmo a atenção dos Orixás e de seus Guias para nunca mais utillizar seu conhecimento para prejudicar outra pessoa, conservando assim o respeito a fraternidade humana que deve reinar em nossa vida. 

Peço-lhe também que dessa pessoa seja retirada dos seus poderes e conhecimentos pessoais, assim como, seus guias de trabalho, para que os guias da evangelização, do amor e da caridade tenham oportundade de trabalhar em sua cabeça e corrija suas atitudes e sua espiritualidade. 

Peço-lhe também que os Orixás e os Guias Espirituais de todos os filhos espirituais dessa pessoa sejam alertados da perfídia dela e tomem as devidas providências para protegerem-se, e aos seus filhos perante os Sagrados Orixás, o Divino Criador, Olorum, a Lei Maior e a Justiça Divina, e todos os umbandistas. 

Que a Lei Maior e a Justiça Divina comecem a atuar e só cessem suas atuações quando ela aucançar a luz necessaria para seu desenvolvimento espiritual. 

Peço-lhe e peço a todos os poderes invocados aqui, que me protejam de todos os atos negativos que essa pessoavenha a intentar contra mim, minhas forças, meu Orixá, minha vida e família, assim como vos peço que cada ato dela feito contra mim de agora em diante seja aniquilado.

Amém"!

Essa oração é tão poderosa, que imediatamente a pessoa que cometeu o ato indigno de atingir um filho espiritual, as suas forças espirituais e ao seu Orixá, começa a ser punida de tal forma, que em pouco tempo, ou ela desfaz o mal feito e pede perdão ao atraiçoado ou sua vida terá uma reviravolta tão grande que acabará mudando suas ações completamente para o bem. 

Bem, após essa magia para a defesa de vítimas de trabalhos para atingí-las a partir do seu Otá, continuemos com os comentários sobre a "pedra fundamental" dos médiuns umbandistas. 

Saibam que um Otá (ou pedra de força) também pode ser encontrado e recolhido em outros lugares além do leito dos rios. Pedras são encontradas na terra, no sopé das montanhas, em pedreiras, etc. 

• Se a sua pedra de forças (aquela que o atraiu) for encontrada dentro de uma mata ou bosque, aí você deve pedir licença ao Orixá Oxóssi para recolhê-la e consagrá-la ao seu Orixá. 

• Se ela foi encontrada na terra, em algum campo aberto, peça licença ao Orixá da terra, Omulú.

• Se ela for encontrada no sopé de uma montanha, ou mesmo nela, peça licença ao Orixá Xangô.

• Se ela for encontrada em uma pedreira, peça licença ao Orixá Yansã.

• Se ela for encontrada nas margens de um lago ou do estuário de um rio, peça licença ao Orixá Nanã Buruquê.

• Se ela for encontrada nas margens ou no fundo de uma lagoa, peça licença ao Orixá Obá.

• Se ela for encontrada a beira mar ou mesmo dentro das suas águas, peça licença ao Orixá Iemanjá.

Um Otá genuíno não é uma pedra semi-preciosa e sim, é um eixo rolado ou um pequeno geodo ainda na natureza e que não passou de mão em mão em um processo industrial ou artesanal. 

Quando a "pedra ideal" é encontrada, como que por acaso, e o médium não estava ali com a finalidade de encontrar seu Otá, mas deseja recolhê-la e levá-la para sua casa porque "sente" que ela tem algum poder ou finalidade mágica, este deve ajoelhar-se perto dela e, dependendo do campo vibratório em que ela se encontra, ali deve fazer uma oração ao Orixá regente dele e pedir-lhe permissão para recolhê-la e levá-la para sua casa pois já se estabeleceu uma afinidade entre ambos. 

Se você ainda não souber que tipo de afinidade se criou, recolha-a, e leve-a embora. Guarde-a e aguar­de, porque pode ser que mais adiante um guia espiritual manifeste-se e lhe dê orientações sobre ela e como tratá-la dali em diante. 

Saiba o que Precisa Sobre Eguns


Aquele que exerce influência negativa sobre uma ou mais pessoas ou entidades, alternando, diminuindo ou desorganizando sua energia ou vibração. Os eguns podem ser encarnados ou desencarnados.

O Processo de Obsessão
Processo pelo qual um egun exerce sua ação obsessiva sobre uma ou mais pessoas ou entidades, alternando, diminuindo ou desorganizando sua energia ou vibração.

Do que se alimenta um egun?
Alimentam-se basicamente de energias produzidas por sensações, ou mais especificamente, emoções. São emoções viciantes, ou seja, produzem dependência, necessidade, vontade que querer mais, cada vez mais.

Como nasce um egun?
De carências, ilusões, medos, fascínios e vaidades. São originados pela ignorância e pelo ego negativo. No momento em que alguém considerar que para ser feliz, para sentir-se bem, para conquistar paz e saciedade, precisa buscar no outro, ou em meios externos esta sensação, então, os processos obsessivos surgiram.

Esses ocorrentes erros humanos dão origem a comportamentos viciados, os quais necessitam se autoalimentar, para que continuem a produzir as sensações desejadas, porque emoções viciam!

A emoção e uma forma de energia produzida pelo ego, portanto precisa ser dominada pelo Eu superior, caso contrário, ela domina o seu criador.

A consequência deste processo é que:
- Quando um vício emocional surge, as obsessões começam.
- Quando os medos surgem, as obsessões começam.
- Quando o desejo de controlar o outro surge, as obsessões começam.

Por que alimentamos os eguns?
- Porque não combatemos os nossos hábitos nocivos.
- Porque somos manipulados por nossas emoções.
- Porque não lutamos para controlá-las e desistimos fácil, então nos entregamos a para senti-las profundamente, nas situações mais simples da vida.
- Porque duvidamos da nossa força e do nosso Eu superior.
- Porque nos consideramos mais ou menos do que os outros, e esquecemos que somos todos filhos do mesmo Pai, portanto irmãos em essência.
- Porque nos separamos da Fonte Maior, nos consideramos separados do Todo e assim nos iludimos criando o egoísmo.

Tudo, efetivamente tudo na vida cotidiana na Terra é uma constante batalha por energia. Como não aprendemos a conquistar essa energia por meio da conexão com Deus, então acabamos buscando esse suprimento de forma equivocada, mergulhando nas emoções.

E assim nos tornamos apegados e dependentes!

Dependentes de precisarmos sentir a sensação de sermos: mais belos, mais poderosos, mais ricos, mais magros, mais fortes, mais importantes, mais encantadores. Ou os possuidores dos melhores carros, das melhores roupas, melhores aparelhos eletrônicos, para que assim possamos nos sentir amados e com isso nos aceitar mais.

Dependemos de um estilo de vida estruturado de acordo com os padrões aprovados pela sociedade.

Dependemos do emprego de “sucesso”, sem refletirmos o que é verdadeiramente sucesso.
- Somos dependentes! Não somos livres!
- Somos apegados! Não estamos no caminho mais fácil!
- Somos obsediados! Alimentamos a obsessão com nossos equívocos!
-Não aprendemos a dominar as emoções viscerais… Somos obsediados!

Não domamos as emoções densas… Ficamos doentes! 
Ficamos sem fome… Comemos demais… Ficamos apáticos… Ficamos hiperativos… Dormimos demais… Temos insônia… Trabalhamos demais… Ficamos intolerantes, irritados… Tornamos-nos negligentes e impotentes para mudar o mundo…

E assim, criamos mais:
- Ansiedade.
- Angústia.
- Orgulho

O orgulho faz o umbral crescer! No físico e no extrafísico.

Os nossos erros alimentam o umbral… O nosso orgulho piora o mundo..


Qual emoção lhe domina?
Descubra já! Equilibre-se e cure-se!

Desta forma você encontrará a verdadeira felicidade e liberdade. Sentimentos da alma, construídos de dentro para fora.

Marinheiros ou Marujos


São homens e mulheres que trabalharam, que navegaram e se relacionaram com o mar. Que descobriram ilhas, continentes, novos mundos.

- trabalham na Linha de Yemanjá e Oxum (povo da água).

- trazem mensagem de esperança e muita força,dizendo que se pode lutar e desbravar o desconhecido, do nosso interior ou do mundo que nos rodeia se tivermos fé, confiança e trabalho unido em grupo.

- seu trabalho é realizado em descarrego, consultas, passes, no desenvolvimento dos médiuns e em outros trabalhos que possam envolver demandas.

- seu trabalho é parecido com o dos Exus.

- eles (linha ou falange) tem sua origem na linha de Yemanjá e são chefiados por uma Entidade conhecida por TARIMÃ.

- são muito brincalhões e normalmente bebem muito durante os trabalhos.

- não são muito dados a das consultas ou falar.

~ são destruidores de feitiços, cortam ou anulam todo mal e embaraço que possa estar dentro de um templo ou ainda, próximo aos seus frequentadores.

- a descarga é toda enviada ao fundo do mar com todos os fluidos nocivos que dela provem.

- nunca andam sozinhos, quando em querra unem-se em legiões, fazendo valer o principio de que a união faz a força, o que os torna imbatíveis nesse sentido.

- vem com seus bonés, calças, camisa, jalécos, em cores brancas de marinheiro e azul marinho de capitães de barco.

- nunca se oferece a eles conchas, estrelas do mar ou outros objetos do mar, pois como marinheiros que são consideram que ter objetos que pertencem ao mar traz má sorte, a excessão do búzios (consideram como simbolo de dinheiro).

- recebem as oferendas na orla do mar em lugar seco sobre a areia.

- a gira de marinheiro é bem alegre e divertida.

- são sorridentes e animados.

- não tem tempo ruim.

- com palavras macias vão fundo na alma e nos problemas dos consulente.

- enquanto trabalham colocam seus bonés, cantam, bebem, fumam.

- bebem whisky, vodka,.vinho, cachaça.

- fumam charuto, cigarro, cigarrilha e outros fumos.

- são sinceros, ligeiramente romanticos, sentimentais e muito amigos.

- gostam de ajudar quem tem problemas amorosos ou a procura de alguem, de um porto seguro.

- tem grande compromisso e responsabilidade no trabalho que é feito

- representam o homem do mar bebedor, mulherengo, que gosta de beber com os amigos nos bares e cantar alguma canção.

- são alegres, encaram os problemas de um ponto de vista simples.

- caminham balançando pra lá e pra cá, como se estivesse no mar.

- fumam até cachimbo.


MARINHEIROS NO CATIMBÓ

São tambem grandes mestres da jurema, e possuidores de um grande ensinamento. São em geral marinheiros, marujos, navegadores e pescadores, que na maioria tiveram seu desencarne nas águas profundas do mar.

- são comandados e chefiados pelo Mestre MARTIM PESCADOR, grande catimbozeiro e que trabalha com as energias das águas do mar.

- em comum não são possuidores de giras próprias e se fazem presentes nas giras de CATIMBÓ.

- em algumas regiões são conhecidos como marujeiros.

- quase sempre se apresentam bebados, e dançam como as ondas do mar.

- suas cores são o branco e o azul.

- tem no peixe seu simbolo máximo.

- comem todos os tipos de frutos do mar e bebem tambem cerveja e cachaça.


SAUDAÇÃO

TRUNFÊ,TRUNFÁ TRUNFÁ REÁ, (a costa marujada)

História dos Bahianos


Saudação:
É da Bahia, meu Pai!O Baiano representa a força do fragilizado, o que sofreu e aprendeu na "escola da vida" e, portanto, pode ajudar as pessoas.
O reconhecido caráter de bravura e irreverência do nordestino migrante, parece ser responsável pelo fato de os baianos terem se tornado uma entidade de grande freqüência e importância nas giras paulistas e de todo o país, nos últimos anos.
Os baianos da Umbanda são pouco presentes na literatura umbandista.
Povo de fácil relacionamento, comumente aparece em giras de Caboclos e pretos velhos, sua fala é mais fácil de se entender que a fala dos caboclos.
Conhecem de tudo um pouco, inclusive a Quimbanda, por isso podem trabalhar tanto na direita desfazendo feitiços, quanto na esquerda.
Quando se referem aos Exús usam o termo "Meu Cumpadre", com quem tem grande afinidade e proximidade, costumam trazer recados do povo da rua, alguns costumam adentrar na Tronqueira para algum "trabalho".
Enfrentam os invasores (kiumbas, obsessores) de frente, chamando para si toda a carga com falas do gênero "venha me enfrentar, vamos vê se tu pode comigo".
Buscam sempre o encaminhamento e doutrinação, mas quando o Zombeteiro não aceita e insiste em perturbar algum médium ou consulente, então o Baiano se encarrega de "amarrá-lo" para que não mais perturbe ou até o dia que tenha se redimido e queira realmente ser ajudado.
Costumam dizer que se estão alí "trabalhando" é porque não foram santos em seu tempo na terra, e também estão alí para passarem um pouco do que sabem e principalmente aprenderem com o povo da terra.
São amigos e gostam de conversar e contar causos, mas também sabem dar broncas quando vêem alguma coisa errada.
Nas giras eles se apresentam com forte traço regionalista, principalmente em seu modo de falar cantado, diferente, eles são “do tipo que não levam desaforo pra casa”, possuem uma capacidade de ouvir e aconselhar, conversando bastante, falando baixo e mansamente, são carinhosos e passam segurança ao consulente que tem fé.
Os Baianos na Umbanda são “doutrinados”, se assim podemos dizer, apresentando um comportamento comedido, não xingam, nem provocam ninguém.
Os trabalhos com a corrente dos Baianos, trazem muita paz, passando perseverança, para vencermos as dificuldades de nossa jornada terrena.
A Entidade pode vir na linha de Baianos e não ser necessariamente da Bahia, da mesma forma que na linha das crianças nem todas as entidades são realmente crianças.
Os Baianos são das mais humanas entidades dentro do terreiro, por falar e sentir a maioria dos sentimentos dos seus consulentes.
Talvez por sua forma fervorosa de se apresentar em seus trabalhados no terreiro, aparentem ser uma das entidades, mais fortes ou dotadas de grande energia (e na verdade são), mas na umbanda não existe o mais forte ou fraco são todos iguais, só a forma do trabalho é que muda.
Adoram trabalhar com outras entidades como Erês, Caboclos, Marinheiros, Exús, etc.
São grande admiradores da disciplina e organização dos trabalhos.
São consoladores por natureza e adoram dar a disciplina de forma brusca e direta diferente de qualquer entidade.



Características dos Baianos
Comidas: Coco, cocada, farofa com carne seca.
Bebem:
 Água de coco, cachaça, batida de coco.
Fumam:
 Cigarro de palha.
Trabalham:
 Desmanchando trabalhos de magia negra, dando passes, etc,. São portadores de fortes orações e rezas.

Alguns trabalham benzendo com água e dendê.
Cor: laranja ou qual for definida pela entidade
Apresentação: Usam chapéu de palha ou de couro e falam com sotaque característico nordestino. geralmente usam roupas de couro.
Nomes de Alguns Baianos: Severino, Zé do Coco, Sete Ponteiros, Mané Baiano, Zé do Berimbau, Maria do Alto do Morro, Zé do Trilho Verde, Maria Bonita, Gentilero, Maria do Balaio, Maria Baiana, Maria dos Remédios, Zé do Prado, Chiquinho Cangaceiro, Zé Pelintra (que trabalham também na linha de Malandros).

Na linha dos baianos usam sempre muita mandinga para ajudor os zeladores da casa e os médiuns que respeitm o seu terreiro fazem e não são espalhafatosos, é aí, que aqueles médium que se acham os donos da verdade e acham que o terreiro foi feito pra eles, se dão mal.
Me admiro muito das pessoas que dizem que tem tanto tempo no santo e pouco conhecem essa linha que trabalham com muitas ligações com os “compadres”, é como eles chamam os “Exus”.

Os que pensam que são muitos espertos saem do terreiro sem entender nada e nem reparam que os baianos os afastam sem maior problemas e ainda fazem que eles levem os seus piores pensamentos e seus orgulhos.

Salve! o povo baiano


Mudamos para https://umbandapazeamor.com.br/

Conheça os Guias Marinheiros

Aos poucos eles desembarcam de seus navios da calunga e chegam em Terra. Com suas gargalhadas, abraços e apertos de mão. São os marujos que vêm chegando para trabalhar nas ondas do mar. Os Marinheiros são homens e mulheres que navegaram e se relacionaram com o mar. Que descobriram ilhas, continentes, novos mundos.

Enfrentaram o ambiente de calmaria ou de mares tortuosos, em tempos de grande paz ou de penosas guerras. Os Marinheiros trabalham na linha de Iemanjá e Oxum (povo d'áqua), e trazem uma mensagem de esperança e muita força, nos dizendo que se pode lutar e desbravar o desconhecido, do nosso interior ou do mundo que nos rodeia se tivermos fé, confiança e trabalho unido, em grupo. Seu trabalho é realizado em descarrego, consultas, passes, no desenvolvimento dos médiuns e em outros trabalhos que possam envolver demandas. Em muito, seu trabalho é parecido com o dos exus. Dificilmente um leigo irá notar a diferença entre alguns marinheiros e os Exus na ora da gira, pois alguns Exus vêm com todos os trejeitos dos Marinheiros e com outros nomes, é quase imperceptível. Linha ou falange dos marinheiros tem sua origem na linha de Iemanjá e são chefiados por uma entidade conhecida por Tarimá. São espíritos de pessoas que em vida foram marinheiros. São muito brincalhões e normalmente bebem muito durante os trabalhos, por esse motivo a sua evocação não é muito freqüente, o plano espiritual superior os evoca para descarga pesada do templo, desta forma a eles podemos pedir coisas simples, eles não são muito dados a falar ou dar consultas. A descarga de um terreiro uma vez efetuada será enviada ao fundo mar com todos os fluidos nocivos que dela provem. Os marinheiros são destruidores de feitiços, cortam ou anulam todo mal e embaraço que possa estar dentro de um templo, ou ainda, próximo aos seus freqüentadores. Nunca andam sozinhos, quando em guerra unem-se em legiões, fazendo valer o principio de que a união faz a força, o que os torna imbatíveis nesse sentido. Alguns representantes mais conhecidos:

Maria do Cais
Chico do Mar
Zé Pescador
Seu Marinheiro Japonês
Seu Iriande
Seu Gererê
Seu Martim Pescador

Da linha do Povo D'água ou de Iemanjá, geralmente baixam para beber e brincar podem-lhe ser pedidos coisas simples. Não é muito aconselhável a incorporação dessas entidades, devido a quantidade de bebida que ingerem. Com doutrinação, porém, eles não bebem em excesso. Vem com seus bonés, calças, camisa e jaleco, em cores brancas de marinheiros e azul marinho de capitães de barco. Nunca se oferece a eles conchas, estrelas do mar ou outros objetos do mar, pois como Marinheiros que são, consideram que ter objetos pertencentes ao mar traz má sorte, a exceção dos búzios (que não consideram como adornos, e sim como símbolo de dinheiro). Este povo recebe as oferendas na orla do mar em lugar seco sobre a areia. A gira de marinheiro é bem alegre e descontraída. Eles são sorridentes e animados, não tem tempo ruim para esta falange. Com palavras macias e diretas eles vão bem fundo na alma dos consulentes e em seus problemas. A marujada coloca seus bonés e, enquanto trabalham, cantam, bebem e fumam. Bebem Whisky, Vodka, Vinho, Cachaça, e mais o que tiver de bom gosto. Fumam charuto, cigarro, cigarrilha e outros fumos diversos.

Em seus trabalhos são sinceros e ligeiramente românticos, sentimentais e muito amigos. Gostam de ajudar àqueles e àquelas que estão com problemas amorosos ou em procura de alguém, de um "porto seguro". A gira de marinheiro, em muito, parece uma grande festa, pela sua alegria e descontração, mas também, existe um grande compromisso e responsabilidade no trabalho que é feito.

Seus integrantes se apresentam com a aparência de marinheiros e pescadores, gente acostumada a navegar. Representam o homem do mar, bebedor, mulherengo, que gosta de beber com os amigos nos bares e cantar alguma canção. São alegres e encaram os problemas de um ponto de vista simples. Caminham balançando-se de um lado para o outro, como se estivessem mareados. Bebem de tudo, pois na hora de beber nada recusam, fumam também de tudo: cigarros de palha, cigarros, cigarrilhas e até cachimbo. Também se pede a eles que nos protejam nas viagens pelo mar e que nada de mal nos ocorra. Como qualquer outra entidade de umbanda dão conselhos. São de uma linha que não é bem definida como uma das linha de umbanda, mas atuam como uma linha auxiliar, vieram para a egrégora da umbanda por afinidade e se agregaram através da vibração das águas para prestar caridade e evoluir. E pela Umbanda foram bem recebidos prestando assim grande ajuda àqueles que procuram pelos seus conselhos.



Mudamos para https://umbandapazeamor.com.br/

Conheça os Malandros

Os malandros têm como principal característica de identificação, a malandragem, o amor pela noite, pela música, pelo jogo, pela boemia e uma atração pelas mulheres(principalmente pelas prostitutas, mulheres da noite, etc...). Isso quer dizer que em vários lugares de culturas e características regionais completamente diferentes, sempre haverá um malandro. O malandro de Pernambuco, dança côco, xaxado, passa a noite inteira no forró; no Rio de Janeiro ele vive na Lapa, gosta de samba e passa suas noites na gafieira. Atitudes regionais bem diferentes, mas que marcam exatamente a figura do malandro.

No Rio de Janeiro aproximou-se do arquétipo do antigo malandro da Lapa, contado em histórias, músicas e peças de teatro. Alguns quando se manifestam se vestem a caráter. Terno e gravata brancos. Mas a maioria, gosta mesmo é de roupas leves, camisas de seda, e justificam o gosto lembrando que: "a seda, a navalha não corta". Navalha esta que levavam no bolso, e quando brigavam, jogavam capoeira (rabos-de-arraia, pernadas), às vezes arrancavam os sapatos e prendiam a navalha entre os dedos do pé, visando atingir o inimigo. Bebem de tudo, da Cachaça ao Whisky, fumam na maioria das vezes cigarros, mas utilizam também o charuto. São cordiais, alegres, dançam a maior parte do tempo quando se apresentam, usam chapéus ao estilo Panamá.

Podem se envolver com qualquer tipo de assunto e têm capacidade espiritual bastante elevada para resolvê-los, podem curar, desamarrar, desmanchar, como podem proteger e abrir caminhos. Têm sempre grandes amigos entre os que os vão visitar em suas sessões ou festas.

Existem também as manifestações femininas da malandragem, Maria Navalha é um bom exemplo. Manifesta-se como características semelhantes aos malandros, dança, samba, bebe e fuma da mesma maneira. Apesar do aspecto, demonstram sempre muita feminilidade, são vaidosas, gostam de presentes bonitos, de flores principalmente vermelhas e vestem-se sempre muito bem.

Ainda que tratado muitas vezes como Exu, os Malandros não são exus. Essa idéia existe porque quando não são homenageados em festas ou sessões particulares, manifestam-se tranqüilamente nas sessões de Exu e parecem um deles. Os Malandros são espíritos em evolução, que após um determinado tempo podem (caso o desejem) se tornarem exus. Mas, desde o início trabalham dentro da linha dos exus.

Pode-se notar o apelo popular e a simplicidade das palavras e dos termos com os quais são compostos os pontos e cantigas dessas entidades. Assim é o malandro, simples, amigo, leal, verdadeiro. Se você pensa que pode enganá-lo, ele o desmascara sem a menor cerimônia na frente de todos. Apesar da figura do malandro, do jogador, do arruaceiro, detesta que façam mal ou enganem aos mais fracos. Salve a Malandragem!

Na Umbanda o malandro vem na linha dos Exus, com sua tradicional vestimenta: Calça Branca, sapato branco(ou branco e vermelho), seu terno branco, sua gravata vermelha, seu chapéu branco com uma fita vermelha ou chapéu de palha e finalmente sua bengala.

Gosta muito de ser agradado com presentes, festas, ter sua roupa completa, é muito vaidoso, tem duas características marcantes:

Uma é de ser muito brincalhão, gosta muito de dançar, gosta muito da presença de mulheres, gosta de elogiá-las ,etc...

Outra é ficar mais sério, parado num canto assim como sua imagem, gosta de observar o movimento ao seu redor mas sem perder suas características.

Às vezes muda um pouco, pede uma outra roupa, um terno preto, calças e sapatos também pretos, gravata vermelha e às vezes até cartola. Em alguns terreiros ele usa até uma capa preta.

E outra característica dele é continuar com a mesma roupa da direita, com um sapato de cor diferente, fuma cigarros, cigarilhas ou até charutos, bebe batidas, pinga de coquinho, marafo, conhaque e uísque, rabo-de-galo; é sempre muito brincalhão, extrovertido.

Seu ponto de força é na subida de morros, esquinas, encruzilhadas e até em cemitérios, pois ele trabalha muito com as almas, assim como é de característica na linha dos pretos velhos e exus. Sua imagem costuma ficar na porta de entrada dos terreiros, pois ele também toma conta das portas, das entradas, etc...

É muito conhecido por sua irreverência, suas guias podem ser de vários tipos, desde coquinhos com olho de Exu, até vermelho e preto, vermelho e branco ou preto e branco.



Mudamos para https://umbandapazeamor.com.br/

Conheça os Guias Erês

No dialeto de Angola, IBEJI quer dizer: Gêmeos. No Nagô, existem várias designações para o Orixá IBEJI: "Alabá";"Idolu" e "Idossu".

Estas divindades são originárias da Nigéria e são filhos gêmeos de YEMANJÁ e OXALÁ.

O fato de serem gêmeos, está associado à dualidade da vida, como por exemplo: a alegria e a tristeza, o masculino e feminino, o fim e o recomeço, etc. A sua correspondente dualidade se prende ao fato de que já conviveram juntos mesmo antes de nascerem e se apresentam sob o aspecto humano de "duas" crianças. Estes Orixás protegem os seres vivos no início de seu desenvolvimento. Sua vibração determina o equilíbrio entre os opostos, o que dá como resultante a plenitude da vida.

Na Bahia, todos têm muita fé na força dos IBEJIS e nas "roças" são encontrados assentamentos (local de fixação vibratória do Orixá), que lhes correspondem. Tais assentamentos fogem às características dos demais Orixás, e lá são colocados também os brinquedos dos "erês", nome pelo qual são conhecidos em Nação. Na Bahia, nas roças ou terreiros os Orixás-Crianças, são festejados durante todo o mês de Setembro, é o " Caruru de São Cosme".

O "Caruru de São Cosme" é uma festa ao mesmo tempo profana e religiosa, e as portas da casa abrem-se à todas as crianças convidadas ou não, e quanto mais crianças comparecem melhor. Todos se reunem para rezarem juntos e agradecerem os favores recebidos durante o ano e pedir bençãos para o ano que virá.

Em Salvador, é elegante a pessoa receber muitos convites para comer Caruru.

Quando se pedia esmolas para realizarem as missas votivas, no tabuleiro, se existiam somente duas imagens (São Cosme e São Damião), era para o culto católico, havendo três imagens, incluída a de Doum, caracterizava o culto ligado ao africanismo.

Os negros bantos, principalmente do Congo e Angola, embora com concepção religiosa diferentes para os gêmeos que chamavam de MABAÇAS, tinham um ritual próprio e constituiam entre si uma irmandade.

Do culto cabula, que também era praticado pelos bantos (e que não mais existe), é que provém a maior parte do ritual usado na Umbanda. Isto ocorreu no século passado e não está ligado ao simbolismo das imagens (sincretismo). Era um culto fundamentado nas falanges de crianças do espaço e no mais acurado sentido sobrenatural.

No Brasil, o culto de São Cosme e São Damião - Os Médicos Gêmeos e por isso padroeiro nas confrarias médicas, foi iniciado nos primórdios da nossa colonização, através da religião católica (na época, oficial) com a construção em 1530, de uma Igreja em Pernambuco.

As pessoas iniciadas em Umbanda, sabem que a única falange que realmente, consegue dominar determinadas magias, é a das crianças. Uma criança no espaço, que brinca com uma bola, uma boneca ou um carrinho, está na maioria das vezes em trabalho de descarga fluídica, no afastamento de forças negativas e beneficiando aqueles que delas se acercam. Embora sob o aspecto e exteriorização de crianças, pelos gestos e ruídos infantis produzidos, são na realidade, espíritos de grande conhecimento adquirido em encarnações pretéritas ou nas escolas astrais que frequentam.

Em Nação, as crianças conhecidas como "erês", são os mensageiros dos Orixás, trazendo para seus filhos as suas determinações e conselhos. Daí é comum dizer-se: "Erê de Yemanjá"; "Erê de Xangô", etc.

Estas crianças espirituais, adotam nomes ligados aos orixás, com os quais têm afinidade vibratória, como por exemplo: "Conchinha (Yemanjá)"; "Faísca (Inhasã)"; "Pedrinha (Xangô)"; "Pipoca (Omulu)"; "Escudinho (Ogum)"; "Jasmim (Oxum)", etc.

Na Umbanda, já adotam nomes comuns e até mesmo os que usavam na última passagem terrena: Rosinha; Mariazinha; Pedrinho; Joãozinho; Francisquinho; etc.

São muito ligados e protegidos pelo Orixá OXALÁ.

quando as forças negativas são muito fortes e densas, mesmo quando outras entidades têm que se afastar, há falanges de crianças como a de DOUM, que não são atingidas por possuirem forças de repulsão, que as mantém em equilíbrio vibratório.

As preces dirigidas às crianças no espaço, são prontamente atendidas. Suas falanges são dotadas de intenso poder mágico e vibração que só espíritos de grande luz possuem.

Yori quer dizer "Vitalidade saindo da luz". É formada pelas entidades que, por opção, quiseram manter a forma infantil, algumas já em preparo para uma reencarnação próxima. Onde for necessária uma vibração dirigida à alegria, à fraternidade e à comunhão, lá estará a Linha de Yori que, por essa bela qualidade, domina as energias mais sublimes do plano espiritual.

Uma criança brincando, em um trabalho, não é uma atividade infrutífera, como pensam alguns. É uma entidade que sabe perfeitamente o que está fazendo, com o objetivo de descarrego de tudo o que está em volta.

1. Falange de Tupanzinho (Idolu ou Idossu) - São entidades que vibram na Linha de Oxóssi, protegendo os lenhadores e animais. Gostam, nas oferendas, de apetrechos indígenas bem enfeitados, fitas verdes e vela rosa.

2. Falange de Doum - São entidades que nasceram no período do cativeiro como Doum, eram filhos de mãe indígena e pai africano. Auxiliam os tratamentos médicos, protegendo os profissionais da saúde e os enfermos, proporcionando mais integração entre ambos. Cruzam-se com a Linha de Yorimá (dos Pretos-Velhos) e aceitam suas oferendas em jardins e praças.

3. Falange de Alabá - Cruzam-se com Ogum, Oxumarê e Iemanjá. Da vibração dos três Orixás, recebem condição de trabalhar com os militares, dando coragem e piedade aos que usam farda. Suas oferendas são próximas a cachoeiras, pois as cores do arco-íris atraem muito essa falange.

4. Falange de Dansu - Espalham-se nos dias de tormenta, com fins de proteger adultos e crianças nesses dias, trabalhando também para Xangô. Gostam de fitas marrons e até seixos rolados em suas bandejas, entregues nas pedras de cachoeiras.

5. Falange de Sansu - Legião de entidades que se apresentam como meninas, distribuidoras de ternura, vinda de Deus. Trabalham cruzadas com Iemanjá. Devem ser entregues a elas: conchinhas e estrelas-do-mar, na beira da praia, junto com os outros itens da oferenda.

6. Falange de Damião - Cruzam-se com Cosme e Doum, cuidando das crianças do espaço, ou seja, das entidades recém-desencarnadas ainda crianças, de grande poder de cura. Vibram, de preferência, nas praias e jardins, seu lugar para a entrega de oferendas.

7. Falange de Cosme - São eles que detêm a responsabilidade da guarda das crianças recém-desencarnadas na Linha de Oxalá. Com o qual cruzam.



Mudamos para https://umbandapazeamor.com.br/

Conheça os Guias Caboclos

São os nossos amados Caboclos os legítimos representantes da Umbanda, eles se dividem em diversas tribos, de diversos lugares formando aldeias, eles vem de todos os lugares para nos trazer paz e saúde, pois através de seus passes, de suas ervas santas conseguem curar diversos males materiais e espirituais. A morada dos caboclos é a mata, onde recebem suas oferendas, sua cor é o verde transparente para as Caboclas e verde leitoso para os Caboclos, gostam de todas as frutas, de milho, do vinho tinto (para eles representa o sangue de Cristo), gostam de tomar sumo de ervas e apreciam o coco com vinho e mel.

Existem falanges de caçadores, de guerreiros, de feiticeiros, de justiceiros; são eles trabalhadores de Umbanda e chefes de terreiros. As vezes os caboclos são confundidos com o Orixá Oxossi, mas eles são simplesmente trabalhadores da umbanda que pertencem a linha de Oxossi, embora sua irradiação possa ser de outro Orixá.

A sessão de caboclos é muito alegre, lembra as festas da tribo. Eles cantam em volta do axé da casa como se estivessem em volta da fogueira sagrada, como faziam em suas aldeias. Tudo para os caboclos é motivo de festa como casamento, batizado, dia de caçar, reconhecimento de mais um guerreiro, a volta de uma caçada.

Assim como os Preto-velhos, possuem grande elevação espiritual, e trabalham "incorporados" a seus médiuns na Umbanda, dando passes e consultas, em busca de sua elevação espiritual.

Estão sempre em busca de uma missão, de vencer mais uma demanda, de ajudar mais um irmão de fé. São de pouco falar, mais de muito agir, pensam muito antes de tomar uma decisão, por esse motivo eles são conselheiros e responsáveis.

Os Caboclos, de acordo, com planos pré-estabelecidos na Espiritualidade Maior, chegam até nós com alta e sublime missão de desempenhar tarefa da mais alta importância, por serem espíritos muito adiantados, esclarecidos e caridosos. Espíritos que foram médicos na Terra, cientistas, sábios, professores, enfim, pertenceram a diversas classes sociais, os Caboclos vêm auxiliar na caridade do dia a dia aos nossos irmãos enfermos, quer espiritualmente, quer materialmente. Por essas razões, na maior parte dos casos, os Caboclos são escolhidos por Oxalá para serem os Guias-Chefes dos médiuns, ou melhor, representar o Orixá de cabeça do médium Umbandista (em alguns casos os Pretos-Velhos assumem esse papel).

Na Umbanda não existe demanda de um Caboclo para Caboclo, a demanda poderá existir de um Caboclo, entidade de luz, para com um "kiumba" ou até mesmo contra um Exu, de pouca luz espiritual.

A denominação "caboclo", embora comumente designe o mestiço de branco com índio, tem, na Umbanda, significado um pouco diferente. Caboclos são as almas de todos os índios antes e depois do descobrimento e da miscigenação.

Constituem o braço forte da Umbanda, muito utilizados nas sessões de desenvolvimento mediúnico, curas (através de ervas e simpatias), desobsessões, solução de problemas psíquicos e materiais, demandas materiais e espirituais e uma série de outros serviços e atividades executados nas tendas.

Os caboclos não trabalham somente nos terreiros como alguns pensam. Eles prestam serviços também ao Kardecismo, nas chamadas sessões de "mesa branca". No panorama espiritual rente à Terra predominam espíritos ociosos, atrasados, desordeiros, semelhantes aos nossos marginais encarnados. Estes ainda respeitam a força. Os índios, que são fortíssimos, mas de almas simples, generosas e serviçais, são utilizados pelos espíritos de luz para resguardarem a sua tarefa da agressão e da bagunça. São também utilizados pelos guias, nos casos de desobsessão pois, pegam o obsessor contumaz, impertinente e teimoso, "amarrando-o" em sua tremenda força magnética e levando-o para outra região.

Os caboclos são espíritos de muita luz que assumem a forma de "índios", prestando uma homenagem à esse povo que foi massacrado pelos colonizadores. São exímios caçadores e tem profundo conhecimento das ervas e seus princípios ativos, e muitas vezes, suas receitas produzem curas inesperadas.

Como foram primitivos conhecem bem tudo que vem da terra, assim caboclos são os melhores guias para ensinar a importância das ervas e dos alimentos vindos da terra, além de sua utilização.

Usam em seus trabalhos ervas que são passadas para banhos de limpeza e chás para a parte física, ajudam na vida material com trabalhos de magia positiva, que limpam a nossa aura e proporcionam uma energia e força que irá nos auxiliar para que consigamos o objetivo que desejamos, não existem trabalhos de magia que concedam empregos e favores, isso não é verdade. O trabalho que eles desenvolvem é o de encorajar o nosso espírito e prepará-lo para que nós consigamos o nosso objetivo.

A magia praticada pelos espíritos de caboclos e pretos velhos é sempre positiva, não existe na Umbanda trabalho de magia negativa, ao contrário, a Umbanda trabalha para desfazer a magia negativa

Os caboclos de Umbanda são entidades simples e através da sua simplicidade passam credibilidade e confiança a todos que os procuram, nos seus trabalhos de magia costumam usar pemba, velas, essências, flores, ervas, frutas e charutos.

Quase sempre os caboclos vêm na irradiação do Orixá masculino da coroa do médium e as caboclas vêm na irradiação do Orixá feminino da coroa do médium; mas, eles(as) podem vir também na Irradiação do seu próprio Orixá de quando encarnados e até mesmo na irradiação do povo do Oriente.

ONDE VIVEM OS CABOCLOS

Muitos já ouviram falar que os Caboclos quando se despedem do terreiro, onde atuam incorporados em seus médiuns, dizem que vão para a cidade de Juremá. Outros falam subir para o Humaitá, e assim por diante.

Sabemos, no entanto, que os Caboclos não voltam para as florestas como ordinariamente voltam os que lá habitam.

No espaço, onde se situam as esferas vibratórias, vivem os Caboclos agrupados, segundo a faixa vibracional de atuação, junto a psico-esfera da Terra. São verdadeiras cidades onde se cumpre o mandato que Oxalá assim determinou, colaborando com a humanidade.

É para as cidades espirituais que os Caboclos responsáveis pelos diversos terreiros levam os médiuns, dirigentes e demais trabalhadores, para aprenderem um pouco mais sobre a umbanda.

Estas moradas possuem grandes núcleos de trabalhos diversos, onde o Caboclo faz sua evolução, contrariando o que muitos encarnados pensam (que Caboclo tudo pode, tudo sabe e tudo faz).

Os Orixás, que são emanações do pensamento do Deus-Pai, que está além da personalidade humana que lhe queiram dar as culturas terrenas, fazem descer a mais pura energia-matéria ser trabalhada pelos Caboclos no espaço-tempo das esferas que compreendem a Terra, morada provisória de alguns espíritos em evolução.

Lá, na morada de luz dos Caboclos, existem outros espíritos aprendendo o manejo das energias, das forças que estabelecerão um padrão vibratório de equilíbrio para os consulentes que vêm às tendas de caridade em busca de um conforto espiritual.

Estas "aldeias" se locomovem entre as esferas, ora estão em zonas próximas às trevas, socorrendo espíritos dementados, ora estão sobre algumas cidades do plano visível, etéreas, ou sobre o que resta de florestas preservadas pelo Homem. De lá extraem, com a ajuda dos Elementais, os remédios para a cura dos males do corpo.

Quando Incorporados, fumam charutos ou cigarrilhas e, em algumas casas, costumam usar durante as giras, penachos, arcos e flechas, lanças, etc... Falam de forma rústica lembrando sua forma primitiva de ser, dessa forma mostram através de suas danças muita beleza, própria dessa linha.

Seus "brados", que fazem parte de uma linguagem comum entre eles, representam quase uma "senha" entre eles. Cumprimentos e despedidas são feitas usando esses sons.

Costumamos dizer que as diferenças entre eles estão nos lugares que eles dizem pertencer. Dando como origem ou habitat natural, assim podemos ter:

Caboclos Da Mata - Esses viveram mais próximos da civilização ou tiveram contato com elas.

Caboclos Da Mata Virgem - Esses viveram mais interiorizados nas matas, sem nenhum contato com outros povos.

Assim vários caboclos se acoplam dentro dessa divisão.

Torna-se de grande importância conhecermos esses detalhes para compreendermos porque alguns falam mais explicados que outros. Mais ainda existe as particularidades de cada um, que permitem diferenciarmos um dos outros.

A primeira é a "especialidade" de cada um, são elas: curandeiros, rezadeiros, guerreiros, os que cultivavam a terra (agricultores), parteiras, entre outros.

A segunda é diferença criada pela irradiação que os rege. É o Orixá para quem eles trabalham.

Quando falamos na personalidade de um caboclo ou de qualquer outro guia, estamos nos referindo a sua forma de trabalho.

A "personalidade" de um caboclo se dá pela junção de sua "origem", "especialidade" e irradiação que o rege.

E é nessa "personalidade" que centramos nossos estudos. Assim como os Pretos-velhos, eles podem dar passe, consulta ou participarem de descarrego, contudo sua prática da caridade se dá principalmente com a manipulação (preparo de remédios feitos com ervas, emplastos, compressas e banhos em geral).

Esses guias por conhecerem bem a terra, acreditam muito no valor terapêutico das ervas e de tudo que vem da terra, por isso as usam mais que qualquer outro guia.

Desenvolveram com isso um conhecimento químico muito grande para fazer remédios naturais.

Formas incorporativas

§ Caboclos de Oxum - Geralmente são suaves e costumam rodar, a incorporação acontece principalmente através do chacra cardíaco. Trabalham mais para ajuda de doenças psíquicas, como: depressão, desânimo entre outras. Dão bastante passe tanto de dispersão quanto de energização. Aconselham muito, tendem a dar consultas que façam pensar; Seus passes quase sempre são de alívio emocional.

§ Caboclos de Ogum - Sua incorporação é mais rápida e mais compactada ao chão, não rodam. Consultas diretas, geralmente gostam de trabalhos de ajuda profissional. Seus passes são na maioria das vezes para doar força física, para dar ânimo.

§ Caboclos de Yemanjá - Incorporam de forma suave, porém mais rápidos do que os de Oxum, rodam muito, chegando a deixar o médium tonto. Trabalham geralmente para desmanchar trabalhos, com passes, limpeza espiritual, conduzindo essa energia para o mar.

§ Caboclos de Xangô - São guias de incorporações rápidas e contidas, geralmente arriando o médium no chão. Trabalham para: emprego; causas na justiça; imóvel e realização profissional. Dão também muito passe de dispersão. São diretos para falar.

§ Caboclos de Nanã - Assim como os Pretos-velhos são mais raros, mas geralmente trabalham aconselhando, mostrando o karma e como ter resignação. Dão passes onde levam eguns que estão próximos. Sua incorporação igualmente é contida, pouco dançam.

§ Caboclos de Iansã - São rápidos e deslocam muito o médium. São diretos para falar e rápidos também, muitas das vezes pegam a pessoa de surpresa. Geralmente trabalham para empregos e assuntos de prosperidade, pois Iansã tem grande ligação com Xangô. No entanto sua maior função é o passe de dispersão (descarrego). Podem ainda trabalhar para várias finalidades, dependendo da necessidade.

§ Caboclos de Oxalá - Quase não trabalham dando consultas, geralmente dão passe de energização. São "compactados" para incorporar e se mantém localizado em um ponto do terreiro sem deslocar-se muito. Sua principal função é dirigir e instruir os demais Caboclos.

§ Caboclos de Oxossi - São os que mais se locomovem, são rápidos e dançam muito. Trabalham com banhos e defumadores, não possuem trabalhos definidos, podem trabalhar para diversas finalidades. Esses caboclos geralmente são chefes de linha.

§ Caboclos de Obaluaê - São espíritos dos antigos "pajés" das tribos indígenas. Raramente trabalham incorporados, e quando o fazem, escolhem médiuns que tenham Obaluaiê como primeiro Orixá. Sua incorporação parece um Preto-velho, em algumas casas locomovem-se apoiados em cajados. Movimentam-se pouco. Fazem trabalhos de magia, para vários fins.

ATRIBUIÇÕES DOS CABOCLOS

São entidades, que trabalham na caridade como verdadeiros conselheiros, nos ensinando a amar ao próximo e a natureza, são entidades que tem como missão principal o ensinamento da espiritualidade e o encorajamento da fé, pois é através da fé que tudo se consegue.

ASSOBIOS E BRADOS

Quem nunca viu caboclos assobiarem ou darem aqueles brados maravilhosos, que parecem despertar alguma coisa em nós?

Muitos pensam que são apenas uma repetição dos chamados que davam nas matas, para se comunicarem com os companheiros de tribo, quando ainda vivos. Mas não é só isso.

Os assobios traduzem sons básicos das forcas da natureza. Estes sons precipitam assim como o estalar dos dedos, um impulso no corpo Astral do médium para direcioná-lo corretamente, afim de liberá-lo de certas cargas que se agregam, tais como larvas astrais, etc.

Os assobios, assim como os brados, assemelham-se à mantras; cada entidade emite um som de acordo com seu trabalho, para ajustar condições especificas que facilitem a incorporação, ou para liberarem certos bloqueios nos consulentes ou nos médiuns.

O ESTALAR DE DEDOS

Por que as entidades estalam os dedos, quando incorporadas ?

Esta é uma das coisas que vemos e geralmente não nos perguntamos, talvez por parecer algo de importância mínima.

Nossa mãos possuem uma quantidade enorme de terminais nervosos, que se comunicam com cada um dos chacras de nosso corpo.

O estalo dos dedos se dá sobre o Monte de Vênus (parte gordinha da mão) e dentre as funções conhecidas pelas entidades, está a retomada de rotação e freqüência do corpo astral; e a, descarga de energias negativas.

Caboclos Mancos

Tem-se observado que muitos caboclos, quando incorporados, parecem mancar de uma perna. Eles são coxos ou há algum motivo que os faz agirem desse modo? Em verdade, nem todos mancam de uma perna.

Isso acontece por uma predisposição do médium, quando do desenvolvimento mediúnico. O Candidato, com receio de cair, apóia-se em uma das pernas para manter-se de pé. Então, cria um condicionamento psicológico e físico, habituando-o a agir deste modo, e o cabloco sente-se forçado a respeitar o condicionamento do seu cavalo. Explicando melhor, se você calça um sapato apertado ou com prego que o machuca, voce automáticamente manca. Não quer dizer que você seja defeituoso, mas que o calçado é-lhe desconfortável.



Mudamos para https://umbandapazeamor.com.br/