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Como fazer Assentamento do Orixá
Um assentamento começa a ser construído sem pressa pelo médium, peça a peça, até que ele tenha no mínimo sete elementos do Orixá, todos já consagrados, tanto no seu ponto de forças, quanto no seu centro de Umbanda.
Não é preciso esperar abrir o centro para começar a constituí-lo rapidamente. Um dos primeiros elementos é o Otá ou pedra do seu Orixá.
O Otá equivale a "pedra fundamental" das grandes construções civis ou de grandes templos erigidos no plano material pelas mais diversas religiões.
Cada Orixá tem a sua pedra e é por ela que o médium deve começar a constituição dos fundamentos do assentamento do seu próprio Orixá.
Nos relatam os nossos mais velhos que, durante o período da escravidão, quando se realizava a cerimônia de iniciação dos noviços, estes iam mata adentro à procura do seu Otá ou pedra do seu Orixá, e voltavam só ao amanhecer, já com ela entre as mãos.
Dali em diante, ela seria o mais poderoso elo de ligação com seu Orixá. Seria conservada com zelo e alimentanda periodicamente para manter integralmente seu axé (poder).
Normalmente ela era condicionada em uma quartinha de barro. Panelas, vasos, tigelas, canecos, e outros utensílios feitos de barro cozido, eram comuns e de uso cotidiano, não só pelos indígenas, uma vez que os colonizadores também usavam utensílios de barro cozido.
Hoje, quando você tem os mesmos utensílios em louça, mais perde parte do axé consagrado por nossos ancestrais. Até porque as quartinhas de louça tornou popular pela beleza e por diminuir o "trabalho que você teria com o Orixá" pois a água ou outra bebida colocada dentro dela são seja absorvidas pelo barro e, sob temperaturas elevadas pode evaporar completamente. Mas, esquecem que é justamente aí onde a força do axé é consagrado.
Então, como atualmente você não precisa sair às escondidas e em altas horas da noite para encontrar na escuridão o seu Otá ou pedra do seu Orixá, recomendamos que a encontre num rio ou cachoeira pedregosa e ali, calmamente, escolha-o e assim, recolhao levando-o para casa já envolto em um pedaço de pano com a cor do seu Orixá. Caso não conheça a pedra de seu Orixá, basta me pergunta que lhe informo.
Mas lembre-se: Não é só chegar até o leito pedregoso do rio, catar uma pedra rolada, envolvê-la num pano e ir embora. Não mesmo!
Há todo um ritual que deve ser cumprido à risca se quiserem que seus Otás tenham axé ou poder de realização. Abaixo vamos descrevê-lo:
1 - Encontrar um trecho de rio de águas limpas que seja pedregoso;
2 - Numa margem dele, oferendar nossa mãe Oxum e pedir-lhe licença para recolher dos seus domínios o Otá do seu Orixá.
3 - Depois, oferende o seu Orixá na outra margem ou, se for na mesma, faça-a mais abaixo da oferenda que fez para a Senhora Oxum.
4 - Já com a oferenda feita, derrame no rio uma garrafa de champagne ou outra bebida doce e 7 punhados de açúcar, oferecendo-os aos Seres das Águas, pedindo-lhes licença para entrar no rio e recolher seu Otá.
5 - Isto feito, o médium deve entrar no leito do rio e procurar uma pedra rolada que o atraia mais que as outras e, quando encontrá-la, deve pedir licença à Mãe e aos Seres da Àgua para pegá-la para si.
6 - Após pegá-la, deve elevá-la com as duas mãos acima da cabeça e, como numa oração, dizer estas palavras: "Meu Pai (ou Mãe) Orixá tal, eis a pedra de axé, o meu Otá! Abençoe-o com tua luz, com teu manto divino e com teu axé, tornando-a, a partir de agora, minha pedra sagrada!"
7 - Após fazer essa primeira consagração a pessoa deve ir até onde está a oferenda da Mãe Oxum e apresentá-la segurando-a na palma das mãos unidas em concha, dizendo-lhe estas palavras: "Minha Mãe Oxum, apresento-lhe meu Otá. Abençoe-o, minha amada Mãe!"
8 - Após receber a benção da Mãe Oxum, a pessoa deve dirigir-se até onde está a oferenda do seu Orixá, colocá-la dentro dela e fazer esse pedido: "Meu Pai (minha Mãe) Orixá tal, peço-lhe que aqui, dentro da sua oferenda, consagres essa pedra de forças, esse meu Otá".
9 - Após esse pedido, a pessoa deve aguardar uns 10 minutos para recolhê-la e envolvê-la no pedaço de pano na cor do Orixá. Mas antes, deve dizer estas palavras: "Meu Pai (minha Mãe), peço-lhe licença para recolher meu Otá com seu axé, e envolvê-lo nesse pedaço de pano que simboliza seu manto protetor para que eu possa levá-la para minha casa protegida e ocultada dos olhares alheios visíveis e invisíveis".
10 - Recolha-a e embrulhe-a com o pano. Então peça licença e vá para casa.
Chegando em casa, risque um símbolo do seu Orixá, coloque-o dentro dele; acenda uma vela de 7 dias e coloque-a dentro dele. Invoque seu Orixá, pedindo-lhe que alimente-a com sua luz viva, só recolhendo-a e guardando-a em um local adequado quando a vela for toda queimada.
Caso queira, poderá pegar uma tigela de barro colocar dentro dela um pouco de água e macerar um punhado de folhas do Orixá para, em seguida colocar dentro o seu Otá, iluminar com uma vela de sete dias e pedir-lhe que incorpore-lhe seu axé vegetal.
Após sete dias com o Otá imerso no caldo vegetal poderá lavá-lo em água corrente que o axé vegetal do Orixá terá sido incorporado a ele.
Só então, a pessoa poderá alimentá-lo com a bebida do Orixá. Para alimentá-lo poderá fazê-lo derramando-a na mesma tigela usada para as ervas. O procedimento é idêntico:
• Coloca-se a bebida; a seguir coloca-se o Otá; cobre-se a tigela com o pano na cor do orixá; ilumina-se com uma vela de 7 dias e faz-se uma oração para que o Orixá alimente-o com o axé da sua bebida.
• Após sete dias, retire o Otá, lave-o em água corrente e coloque-o dentro de uma quartinha de louça ou de barro cerâmico;
• Encha-a com água engarrafada adquirida no comércio pois não contêm cloro e coloque-a, já tampada, em seu altar, oratório ou em um local onde só você mexa.
• Então, periodicamente, troque a água ou complete-a, que seu Otá passará a atuar em seu benefício, atuando como um ponto de força do seu Orixá.
• Quando vier a fazer o assentamento dele, coloque nele a sua quartinha com seu Otá dentro dela, passando a alimentá-la com ela já assentada em definitivo. Aí está seu verdadeiro e genuíno "Otá"!
Temos ouvido relatos de que alguns dirigentes espirituais adquirem no comércio algumas pedras roladas ou pedregulhos, já manuseados por outras pessoas e, num ritual simples colocam-nos dentro da quartinha dos seus filhos espirituais onde, daí em diante estes passarão a alimentá-la periodicamente como se tivessem de fato o axé dos Orixás deles.
Mas isto não é verdadeiro e sim, assemelha-se a uma simpatia, que tanto pode funcionar como não.
Um Otá genuíno só deve ter a mão do seu dono e só deve ter a vibração do seu Orixá. Qualquer outra vibração incorporada ao Otá de uma pessoa influirá negativamente sobre ele e sobre o seu dono, assim como sobre o próprio Orixá.
Isto acontece quando quem participou da consagração do Otá fica de mal humor; com raiva; com ódio dele; com antipatia por ele, etc.
Um Otá é algo pessoal e não deve ser manipulado por mais ninguém além do seu dono e só deve conter suas vibrações e as do seu Orixá.
Além do mais, caso a quartinha com o Otá fique nas dependências do Templo que a pessoa freqüenta, várias coisas podem influir sobre ela e ele tais como:
- Caso o Templo esteja sendo demandado os donos dos Otás também serão atingidos.
- Caso virem as forças assentadas ou firmadas no Templo, as dos donos dos Otás também serão viradas.
- Caso prendam as forças assentadas ou firmadas no Templo, as dos donos dos Otás também serão presas.
- Caso o dirigente fique com ódio de um médium seu, poderá atingí-lo através do seu Otá, e qualquer outros elementos pessoais colocados dentro da quartinha (pois há os que colocam um chumaço de cabelo, retirado do ori do seu filho de santo).
Recomendamos às pessoas que forem prejudicadas dessa forma que comprem 7 quartinhas de barro; consigam 7 líquidos diferentes, tais como: mel, bebida do seu orixá, água doce, água salgada, água com ervas maceradas, água com pemba branca ralada misturada e água de côco.
Com esses sete líquidos engarrafados separadamente, devem ir até uma cachoeira e nela fazer uma oferenda a Mãe Oxum.
Após fazer a oferenda devem pedir-lhe licença para colher 7 pedras no leito da cachoeira. Após colhê-las colocá-las dentro das 7 quartinhas e acrescentar um pouco de água da cachoeira.
A seguir, colocar as quartinhas em círculo e derramar dentro de cada uma o líquido de uma garrafa. Acender 7 velas amarelas juntas no centro do círculo das quartinhas; acender 7 vermelhas do lado de fora do círculo de quartinhas, uma para cada uma.
Na seqüência, fazer essa oração ajoelhado diante do círculo de quartinhas: "Minha amada e misericordiosa Mãe Oxum, clamo-lhe nesse momento em que sofro um ato de injustiça, que a Senhora ative o seu Sagrado Mistério das Sete Quartinhas e, em nome do Divino Criador Olorum, de Oxalá, da Lei Maior e da Justiça Divina, que essa injustiça seja cortada, anulada e retardada, e que, quem a fez contra mim seja perdoado de seus erros por Olorum, por Oxalá pela Lei Maior e pela Justiça Divina, assim como pelo Orixá, pelo Exu Guardião, e pela Pombagira Guardiã dela, que assim, perdoado de seus erros, nunca mais use do seu conhecimento para prejudicar-me e a ninguém mais.
Peço-lhe também, que tudo o que essa pessoa fez e desejou contra mim, contra minhas forças espirituais e contra meu Orixá, que na Lei do Amor e da Caridade seja desfeito e extinto, para que não tenha o apoio e nem mesmo a atenção dos Orixás e de seus Guias para nunca mais utillizar seu conhecimento para prejudicar outra pessoa, conservando assim o respeito a fraternidade humana que deve reinar em nossa vida.
Peço-lhe também que dessa pessoa seja retirada dos seus poderes e conhecimentos pessoais, assim como, seus guias de trabalho, para que os guias da evangelização, do amor e da caridade tenham oportundade de trabalhar em sua cabeça e corrija suas atitudes e sua espiritualidade.
Peço-lhe também que os Orixás e os Guias Espirituais de todos os filhos espirituais dessa pessoa sejam alertados da perfídia dela e tomem as devidas providências para protegerem-se, e aos seus filhos perante os Sagrados Orixás, o Divino Criador, Olorum, a Lei Maior e a Justiça Divina, e todos os umbandistas.
Que a Lei Maior e a Justiça Divina comecem a atuar e só cessem suas atuações quando ela aucançar a luz necessaria para seu desenvolvimento espiritual.
Peço-lhe e peço a todos os poderes invocados aqui, que me protejam de todos os atos negativos que essa pessoavenha a intentar contra mim, minhas forças, meu Orixá, minha vida e família, assim como vos peço que cada ato dela feito contra mim de agora em diante seja aniquilado.
Amém"!
Essa oração é tão poderosa, que imediatamente a pessoa que cometeu o ato indigno de atingir um filho espiritual, as suas forças espirituais e ao seu Orixá, começa a ser punida de tal forma, que em pouco tempo, ou ela desfaz o mal feito e pede perdão ao atraiçoado ou sua vida terá uma reviravolta tão grande que acabará mudando suas ações completamente para o bem.
Bem, após essa magia para a defesa de vítimas de trabalhos para atingí-las a partir do seu Otá, continuemos com os comentários sobre a "pedra fundamental" dos médiuns umbandistas.
Saibam que um Otá (ou pedra de força) também pode ser encontrado e recolhido em outros lugares além do leito dos rios. Pedras são encontradas na terra, no sopé das montanhas, em pedreiras, etc.
• Se a sua pedra de forças (aquela que o atraiu) for encontrada dentro de uma mata ou bosque, aí você deve pedir licença ao Orixá Oxóssi para recolhê-la e consagrá-la ao seu Orixá.
• Se ela foi encontrada na terra, em algum campo aberto, peça licença ao Orixá da terra, Omulú.
• Se ela for encontrada no sopé de uma montanha, ou mesmo nela, peça licença ao Orixá Xangô.
• Se ela for encontrada em uma pedreira, peça licença ao Orixá Yansã.
• Se ela for encontrada nas margens de um lago ou do estuário de um rio, peça licença ao Orixá Nanã Buruquê.
• Se ela for encontrada nas margens ou no fundo de uma lagoa, peça licença ao Orixá Obá.
• Se ela for encontrada a beira mar ou mesmo dentro das suas águas, peça licença ao Orixá Iemanjá.
Um Otá genuíno não é uma pedra semi-preciosa e sim, é um eixo rolado ou um pequeno geodo ainda na natureza e que não passou de mão em mão em um processo industrial ou artesanal.
Quando a "pedra ideal" é encontrada, como que por acaso, e o médium não estava ali com a finalidade de encontrar seu Otá, mas deseja recolhê-la e levá-la para sua casa porque "sente" que ela tem algum poder ou finalidade mágica, este deve ajoelhar-se perto dela e, dependendo do campo vibratório em que ela se encontra, ali deve fazer uma oração ao Orixá regente dele e pedir-lhe permissão para recolhê-la e levá-la para sua casa pois já se estabeleceu uma afinidade entre ambos.
Se você ainda não souber que tipo de afinidade se criou, recolha-a, e leve-a embora. Guarde-a e aguarde, porque pode ser que mais adiante um guia espiritual manifeste-se e lhe dê orientações sobre ela e como tratá-la dali em diante.
SINTONIA E VIBRAÇÃO
Tudo no universo opera através de vibração. Nosso corpo é constituído de átomos, que são cercados por elétrons que giram em velocidades tão grandes que os cientistas não conseguem saber ONDE o elétron está em determinado momento. Imagine bilhões de átomos cercados de elétrons dentro do seu corpo e você vai ter uma ideia do que estou falando. Estamos em movimento constante.
Mas a vida reserva bem mais surpresas, se formos mais fundo nas pesquisas.O átomo deixou de ser a menor partícula há muito tempo. Com o táquion descobriu-se que essa partícula pode viajar no tempo. Pois a mesma já em seu estado natural viaja acima da velocidade da luz.
O interessante é que você tem que procurar bem fundo na estrutura da matéria pra ir encontrando essas partículas, o que nos leva a seguinte conclusão: proporcionalmente há mais vazio dentro de você do que há na sala/quarto em que você está.
Voltando ao assunto vibração, o que nos diferencia de uma pedra é, grosso modo (e materialmente falando), a vibração. A estrutura das pedras têm um padrão vibratório mais baixo, portanto, mais denso.
Uma historinha interessante pra ilustrar este caso: Uma aluna de Einstein estava passando pelo pátio da Universidade de Princeton e viu seu mestre parado em frente ao chafariz, balançando a mão rapidamente na frente dos seus olhos. Curiosa, ela foi lá perguntar a Einstein o que ele estava fazendo. Ele apontou para o jorro d'água que caía do chafariz, depois mandou ela fazer a mesma coisa que ele. Ao passar a mão rapidamente na frente dos olhos, a pessoa "quebra" o efeito de permanência da vista, que é um "defeito" dos olhos, responsável pela movimentação fluida com que vemos as coisas (e que nos faz imaginar o movimento perfeito numa seqüência de apenas 24 cenas por segundo).
O resultado é que ela conseguia distinguir os pingos d'água caindo, em câmera lenta, em vez do jorro constante. Onde eu quero chegar com tudo isso? Vibração.
Nós vivemos numa grande e tola ilusão sensorial, que os Hindus chamam de Maya. Tudo o que somos, tudo o que temos, não passa de um agregado de matéria em estado bruto, réplicas mal-feitas de uma realidade cada vez mais sutil.
Sócrates também chegou a essa conclusão com o seu mundo das idéias, em que existe a "ideia cavalo" antes mesmo de existir o cavalo em sua cópia grosseira. Sabiamente, os Hindus dizem que o véu de Maya é como uma teia de aranha: esconde, mas também mostra. Se souberem como olhar, claro.
Se você mudar o foco para o que tem ATRÁS da teia da aranha, vai perceber mais detalhes de um novo mundo. Para isso, você tem que elevar sua vibração.
Como se consegue isso? Mais uma vez vamos consultar os ensinamentos budistas: É preciso trilhar o caminho do meio. Evitar os extremos da vida, o prazer desmedido ou o sofrimento inútil. Compaixão irrestrita é a meta de todo budista. Não somente pelos seres humanos, mas por todos os seres vivos. A sabedoria é a outra grande meta. O dr. Georges da Silva diz: "sem sabedoria somos tolos de bom coração, sem compaixão somos intelectuais frios e insensíveis".
Para alcançar a iluminação é preciso unir as duas coisas. Esse é o objetivo da conduta ética.
Buda dividiu em oito ramos o caminho para a iluminação:
1. Visão correta. A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo teu corpo terá luz; se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. (Mat 6:22-23)'); "cobiçar, e nada desejar.
2. Ação correta. Não matar, não roubar, não usar de violência e ser sábio em relação à sexualidade;
3. Vida correta. Nada disso adianta se no seu trabalho você prejudica os outros, sejam esses outros pessoas, animais ou a própria natureza.
4. Esforço correto é exercitar a autodisciplina para evitar pensamentos maus ou nocivos e desenvolver estados mentais positivos e saudáveis; É aplicar sua energia em coisas produtivas e benéficas.
5. Atenção correta. "O budismo é uma religião do aqui e do agora", avalia Arthur Shaker, da Casa de Dharma. Precisamos aprender a desligar o piloto automático e prestar atenção a todas as nossas ações, nossas Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna. (Mat 5:37)'); "palavras, nossos pensamentos.
6. Concentração correta. "Qualquer religião ou prática sem concentração torna-se frágil", avalia o dr. Georges da Silva "e, na oração, as palavras tornam-se inúteis". Nossa mente está sempre dispersa, mas quando conseguimos concentrá-la em um único objetivo ela se torna poderosa, ensina ele. Em todas as tradições do budismo, a meditação ocupa um lugar fundamental. É através dela que se alcança o desenvolvimento mental e a visão interior.
7. O pensamento correto, que surge quando você desenvolve as qualidades do desapego, da compaixão e da não-violência.
8. Compreensão correta, que quer dizer compreender não com o intelecto, mas com a visão interior ou intuição. "Todas as coisas são precedidas pela mente, guiadas pela mente e criadas pela mente. Tudo o que somos hoje é resultado do que temos pensado.
O que pensamos hoje é o que seremos amanhã; nossa vida é criação de nossa mente. Se um homem fala ou age com uma mente impura, o sofrimento o acompanha tão de perto como a roda que segue a pata do boi que puxa a carroça", diz Carlos Lessa, citando o Dhammapada, uma escritura budista.
Enfim, ser correto. Mas quem vai julgar-nos em nossas ações?
O pior de todos os Juízes: Seu pensamento. Todos nós temos uma partícula Divina que se manifesta indicando o caminho correto, mas SÓ quando realmente solicitamos.
Pedi, e dar-se-vos-á;
buscai, e encontrareis;
batei, e abrir-se-vos-á
(Mateus 7:7)
É o tal "Grilo falante", que fica atormentando seu juízo quando você faz algo que não
devia. Dê total atenção e ele e ele irá se manifestar cada vez mais.
Todos nós temos um guia espiritual, um amigo, que nos ajuda nesta jornada.
Ele não se mete na sua vida, a menos que você peça.
E, antes que você tente usá-lo para algo ilícito, esqueça! Ele é bastante ético. Pense
nele como um cavaleiro Jedi.
Não é qualquer um que pode ser guia, não!
Só não confunda seu guia com obsessores.
Se sua mente mandar fazer algo moralmente não aceito por você, ignore-o (ou ignore-se).
O Código de vivência dos monges Budistas estipula:
1. Eu me comprometo a não matar.
2. Eu me comprometo a não tomar nada que não seja dado voluntariamente por outrem.
3. Eu me comprometo a não me entregar aos prazeres proibidos.
4. Eu me comprometo a não dizer nada de falso e a não dizer a verdade em ocasiões inoportunas.
5. Eu me comprometo a não me intoxicar com bebidas ou entorpecentes.
Se quiser uma segunda opinião quanto ao caminho correto, podemos ir para o Cristianismo, que nos diz a mesma coisa, de uma forma ainda mais simples: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento.
E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas. (Mateus 22)
Sugiro que leiam o Sermão da Montanha (Mateus 5:1 em diante) como se lessem um conselho de
um pai.
Mahatma Gandhi, que diversas vezes evitou ver sua doutrina agregada ao Cristianismo, disse certa vez: "Se houver uma catástrofe que aniquile toda a sabedoria do mundo, seja escrita ou oral, mas tiver sobrado somente o Sermão da Montanha, NADA terá sido perdido".
Uma vez que você esteja vibrando num padrão maior, muitas mudanças acontecerão na sua vida. Todos nós estamos imersos em energia.
E essa energia existe de vários tipos, modulável através da vibração.
Você está imerso num determinado padrão compatível com a sua própria vibração, comandada por sua mente.
Por afinidade, você procura pessoas "iguais" a você, não na aparência, mas no pensamento (diga-me com quem andas e te direi quem és) e é muito difícil dar um salto de vibração, pois você está ligado a essas pessoas como que por magnetismo (É o mesmo princípio da coesão dos átomos).
Se você sai, vai deixar um "buraco" na malha daquela turma (alguns chamam de egrégora) e obviamente eles, inconscientemente, vão oferecer resistência.
É por isso que, infelizmente, a pessoa muda de turma, de vida, de amigos, ao mudar sua forma de pensar.
Mas algumas vezes acontece o processo inverso: Você acaba arrastando alguns dos seus amigos mais próximos, involuntariamente, para esse novo padrão vibratório.
Isso porque suas AÇÕES irão refletir na mente deles, que passarão a se questionar e, com a ajuda dos grilos falantes deles, irão repensar os valores das suas vidas, queiram eles ou não. Note que eu frisei ações, pois a ação é tudo (pensamento também é ação, pois bota energia em movimento).
Não adianta nada ficar teorizando, recitando mantras pra elevar a vibração do corpo, e depois sair pensando e fazendo besteira por aí.
Você e seus amigos/familiares, etc, unidos na mesma malha de pensamento. Os de amarelo são os mais próximos de você.
Numa subida de freqüência, a tendência é você deformar a malha para cima. Note como não deforma uniformemente, pois cada pessoa que você conhece vai ter maior ou menor afinidade com esse novo padrão energético.
Elas subirão sem se darem conta, através do seu exemplo.
Muitas outras ficarão para baixo, por incompatibilidade. O inverso também ocorre. Se você descer, muitos podem acompanhá-lo.
Portanto cuidado com suas ações, e muito mais cuidado com suas amizades.
É por isso que esta frase de Jesus é muito pouco compreendida: E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna. (Mateus 19:29)
Se vocês querem atingir o nível de Jesus, é óbvio que terão que renunciar a um padrão mundano de vibração no qual nos encontramos, e isso inclui, infelizmente, nossos parentes e amigos.
MAS isso não significa que devamos deixá-los ao léu.
Ensine-os o caminho, mostre que o caminho funciona através das SUAS ações e eles lhe seguirão, se estiverem preparados. Mas não fique estacionado por causa deles. Adianto que é um caminho árduo e demorado.
A pessoa passa por louca, eventualmente perde as pessoas que mais ama, nota mais claramente o quão distante está do nível de Jesus e por isso fica frustrado.
Mas, pelo menos, se sabe o que vai ter no final do caminho. Jesus, Gandhi, Krishna, Madre Teresa, Chico Xavier e muitos outros estiveram na Terra pra mostrar o modelo de perfeição, e todos eles foram muito maltratados pela vida. Mais um aviso de que a coisa aqui na Terra não é fácil.
É por espinhos e não por fantásticos caminhos que os homens chegarão aos pés de Deus (Irmão Bernardo)
É assim que funciona a evolução do mundo. Lenta e gradualmente, com o esforço de todos nós. Acredite em você.
A Bíblia e o Budismo também concordam num ponto:
Tens todo o potencial do mundo.
Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo
(Salmo 82:6)
Maravilha das maravilhas! Essencialmente todos os seres vivos são Budas (iluminados, despertos), dotados de sabedoria e virtude, mas como a mente humana se inverteu através do pensamento ilusório, não o conseguem perceber.
(Buda, no momento da Iluminação)
Ou, como diria Sakura: "Liberte-seeeeeeeeeee!!!!!"
Antes que comecem: Não,eu não sou um pseudomestre, nem um quase-Jesus, um iluminado (apesar do nome). Apenas fui homem o suficiente pra dar o primeiro passo em direção a eles.
E tudo o que eu colhi aqui na Terra foi incompreensão, ingratidão e inveja. Óbvio, pois que a Terra não é um playground.
Não estou aqui para ser coberto de glórias, nada aqui me interessa, pois nada daqui é permanente.
Gostaria MUITO que meus parentes e amigos pudessem me acompanhar, pois o que mais me dói é ver as pessoas afundando a olhos vistos e não poder ajudar, por ser falível e correr o risco de afundar junto com eles, como quase aconteceu.
COMO FAZER OFERENDAS
São presentes que se fazem a uma ou mais Entidades, de determinada linha ou falange, em cumprimento de obrigação, ditada pela Entidade que nos é familiar ou em paga de um favor alcançado, ou ainda, nos casos de desejar-se conseguir algum benefício.
Para este ato de oferecimento não bastará a intenção de nossa parte; necessário será seguir-se alguns preceitos, a bem de executá-los de maneira que venha a ser aceito para isto, pois há premência de entrarmos em detalhes a respeito, no desejo de melhor orientar nossos irmãos.
Ao recebermos um pedido de praticar uma oferenda, devemos considerar primeiramente, a espécie, como deverá ser executada, seu local, dia da semana e hora, sendo que esta deve variar desde o nascer até o pôr do sol, nunca fora do horário compreendido com a luminosidade do Astro-Rei.
Existem, entretanto, casos em que as oferendas devem ser realizadas ao raiar do dia, antes do despontar do sol e estas se referem aos Orixás, Chefes de Linhas, principalmente Xangô.
- devemos providenciar o material, o qual deverá ser adquirido em troca de moeda, pago portanto, ser original e não proceder de local impróprio, ou seja, deve ser comprado, deve ser novo, sem o mínimo de uso, nem mesmo de nossa propriedade ou de conhecidos ou parentes.
- devemos fazer um banho de descarga e fazendo antes de sair para cumprir a obrigação, uma prece na qual pediremos a proteção de nosso Grande Pai, para que saibamos cumprir religiosamente esse ato e que seja a oferenda aceita pela Entidade em particular ou pela Linha ou Falange a que se destina.
- devemos nos conduzir em silencio, com o pensamento voltado à nossa intenção.
- chegando ao local, devemos saudar as Entidades que temos afinidades e as que tem preferencia com o local, e depois com o máximo respeito e tendo no íntimo o desejo do momento, fazer uma prece de oferecimento entregando, de joelho em terra, a oferenda a quem se destina.
- após momentos de concentração é conveniente pedir licença para se retirar, saudando, por 3 vezes, a Entidade a quem se fez a oferenda e ainda a do próprio local, caso não seja a mesma.
- devemos regressar ao local da partida e aí, elevar nosso pensamento ao Pai Maior, agradecendo a sua proteção vibrando com fé, em nome de todos os Orixás de Umbanda.
- fazer uma oferenda não é depositar, atirar determinado objeto, neste ou naquele lugar, sem o devido respeito, como quem vai a um passeio, regressando dali para outros lugares, sem a devida compreensão do que realizam.
- a oferenda é um ato piedoso de fé, de submissão e confiança e por isto devemos ao realizá-la estar conscientes do que fazemos, com o corpo livre de fluidos prejudiciais em estado idêntico ao conhecido "estado de graça".
- a prece é por sua vez, imprescindível, por que é orando que nos aproximamos de nosso Pai e através da oração, conseguiremos unificar o pensamento, atraindo para junto de nós elementos de proteção que nos permitirão bom proceder.
- estas são as recomendações para os crentes, cujos rudimentos de uma simplicidade sem par, permitirão terem melhor proveito de suas oferendas e presentes as Entidades, em benefício de seus desejos, de seus pedidos, enfim de tudo que concerne com a vida material e espiritual de cada um.
- o filho de fé jamais deve fazer uma oferenda a outra linha, sem antes pedir licença, saudando da maneira costumeira, a linha a qual pertence e muito principalmente os seus Guias.
- em determinados casos, quando a oferenda for para benefício próprio, deve antes cumprir obrigação com sua linha, fazendo a oferenda devida.
- em casos de demanda quando a oferenda for necessária para o Povo da Esquerda ou em especial para o Povo de Exu, é aconselhável fazer-se oferendas as 7 linhas, pedindo proteção para que a demanda seja vencida. E assentar a oferenda aos Pretos-velhos para que estes faça a entrega ao povo da esquerda.
- jamais deve-se cometer o erro de deixar de saudar a linha a que pertencemos antes de qualquer oferenda, seja ela para nós próprios ou para terceiros pois, este esquecimento é muitas vezes a causa de insucessos de muitos trabalhos.
- outro ponto importante, nesta parte das oferendas é a distinção das mesmas, em relação ao local apropriado de cada Entidade e a oferenda predileta de cada uma das Linhas da Umbanda.
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