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O que você deve fazer antes de ir ao Terreiro

Nos dias de trabalho ou de gira de desenvolvimento o médium deverá:

- Não comer carne vermelha ou branca;
- Não ingerir bebida alcoólica;
- Não ter relações sexuais;
- Firmar sua vela de 07 dias ao Anjo da Guarda;
- Firmar a sua direita e a sua esquerda em casa;
- Tomar seu banho de defesa com ervas;
- Cuidar de seus pertences (guias, pemba branca, alfazema, charuto, cachimbo, fumo, cigarros, etc);
- Estar vestido de branco, com roupas limpas e passadas;
- Ser colaborador junto às atividades do terreiro que freqüenta;
- Contribuir com a mensalidade todo mês;
- Entender que um terreiro é uma Casa de Olorum, e que não é lugar para brincadeiras, fofocas, criar desavenças, etc.;
- Concordar com as regras do terreiro, aceitá-las e principalmente cumprí-las;

E PRINCIPALMENTE
- Não confundir achando que mediunidade é uma TROCA e que após você entrar no terreiro para trabalhar os “problemas” irão acabar.

Como construir seu Congá de Umbanda em casa

A construção do congá ou santuário é algo muito pessoal e particular e deve ser adaptada ao gosto pessoal de cada médium e suas necessidades, utilizando elementos adequados de acordo com a nossa fé, algumas pessoas não utilizam imagens, ao invés disso empregam objetos simbólicos da natureza que representam os quatro elementos, as forças dos orixás e guias espirituais.

Ao montar um congá (altar) em casa, deve-se ter critérios e saber pelo menos um pouco como misturar os elementos da natureza (fogo, terra, ar e água). Um congá em casa, não segue os mesmos critérios do congá do terreiro, não se deve encher o congá de casa de imagens, pegando todos os orixás das 7 linhas e misturando-os no mesmo espaço.

Dicas para um congá correto:

Deve conter a imagem de Oxalá e a de seu Orixá de cabeça, nada mais, se quiser, pode adquirir somente a imagem de Oxalá, já é suficiente.

Para consagrar sua imagem, leve-a ao terreiro para que um guia cruze-a, antes de colocá-la no congá.

A imagem deve ser limpa mensalmente, com água de rosas brancas no caso de Oxalá, deve ser mantida acesa uma vela branca e um copo com água, após suas orações você deve consumir essa água e depois substituí-la. É melhor que a vela seja de 7 dias e colocada em recipiente adequado, para evitar acidentes.

O conga, deve estar em um local onde não circule vento.

Se quiser colocar uma rosa branca as Sexta-feiras, retira-las ao secar colocando em um jardim.

No altar, onde houver a imagem de Pai Oxalá, é terminantemente proibído colocar bebidas e velas coloridas, principalmente a vermelha e preta.

O congá de casa, deve ser o mais simples possível, com no máximo 3 imagens, nada de fazer de sua casa um terreiro e nem um velário.

O maior Santuário de um ser-humano, é seu coração, como anda o seu?

Boa sorte na montagem de seu congá.

Qualquer outra informação que precise fale diretamente comigo, através do email: orientacao-umbandista@hotmail.com

QUEM NÃO CHORA, NÃO MAMA



Ontem, fui abordado por 4 pessoas no momento em que saia de casa. Era 4 evangélicos (que ao me vê correram para minha direção e até já sabiam meu nome). Se apresentaram, me ofertaram uns folhetos e disseram terem a a solução de todos os meus problemas e a Salvação Eterna pronta para me dá, todos alegres e felizes.

Diante da minha recusa veemente, vi seus rostos secarem estupefatos e sem compreender a minha atitude. Senti suas dificuldades em aceitar o fato, que eu tinha recusado a solução, que para eles além de ser legítima é na convicção deles, a única capaz de resolver de forma inquestionável todos os meus problemas.

Depois, dirigindo em um trânsito quase parado fui meditar no fato ocorrido. Lembrei que os kardecistas costumam dizer que: "Fora da caridade, não há salvação!".

Concordo, mas temos que ter o cuidado de NÃO interferir no processo cármico e do livre arbítrio. Devemos ter o cuidado de não exagerar diante de uma oferta e não exaurir os nossos recursos.

Me faz lembrar da Parábola dos Talentos - Lucas 19, 12-26. A Parábola dos Talentos é uma exortação aos que acreditam em Deus (Olorum) e seus dons. Há aqueles que tem coragem de assumir os riscos em nome da Caridade para com o próximo e utilizar para este fim os dons dados por Deus. E multiplicar os talentos (Filhos de Santo) em nome de Deus (Olorum). A não utilização dos talentos, a parábola sugere, irá resultar em julgamento severo.

É justamente aí que devemos olhar a necessidade real para tal Caridade, de observar se a caridade que farei irá ajudará de fato e finalmente se a pessoa está pronta para ser ajudada.

Caso contrário, ajuda ofertada, ajuda rejeitada, ou na melhor das hipóteses mal utilizada. Resumindo, talento perdido.

Tem certas horas que melhor é ficar calado e esperar que o sapato novo crie calo. O tamanho da necessidade, em determinados casos, é que forja a humildade de se aceitar o que se oferece de bom grado e sem segundas intenções.
A dor ensina a gemer e o pedido de ajuda surge espontaneamente como consequência natural.

Ou seja, a oferta espontânea da Caridade é prejudicial ao Umbandista. Pq a nós foram dados os Talentos, o dom de distribuir dons. E muito será cobrado tbm. Sempre fomos os "diferentes" em todos os seguimentos religiosos. Pois nossa humildade é que é nossa maior força.

Já escultei muitos irmãos do Candomblé alertando que devemos chamar nossos Orixás pelo nome correto e não pelo sincretismo; Os católicos apostólicos romanos que "expulsaram" nosso Santo São Jorge; e os evangélicos que invadem nossas vidas seja no mundo ou via internet e xingam, ofendem e perturbam. E nós humildemente continuamos a nossa caminhada sem nada responder, lembrando e relembrando nossos pretos-velhos no açoite. Isso pq nossa religião foi fundamentada na dor. No encantamento do sofrimento de nossos Guias. E relembrando nossa penitência citada por Jesus Cristo (Oxalá), "Mestre, disse João, vimos um homem desconhecido expulsando demônios em teu nome e procuramos impedi-lo, porque ele não era um dos nossos.

- Não o impeçam, disse Jesus. Ninguém que faça um milagre em meu nome, pode falar mal de mim logo em seguida, pois quem não é contra nós está a nosso favor. Eu lhes digo a verdade: Quem lhes der um copo de água em meu nome, por vocês pertencerem a Cristo, de modo nenhum perderá a sua recompensa. " - Marcos 9:38-41

Somos o discípulo desconhecido. Somos o ponto de interrogação. Somos a tropa de choque. Somos a Umbanda.

E devemos ter cuidado de não ofertar caridade, mesmo a quem precise. Pois poderão esta jogando pérolas aos porcos. A fé, o desejar deve ser o mais importante. O Umbandista deve ser procurado para poder unir a fé e o milagre em um momento único da vida de uma pessoa. Conquistar pelo coração e não pelos olhos com grandes eventos, um grande templo ou na vaidade material. Nosso tesouro não é deste mundo e sim espiritual.


OS ARQUÉTIPOS NA UMBANDA



Entenda por que os mentores da Umbanda se apresentam como pretos-velhos, caboclos (índios), erês...

A respeito dos pretos–velhos, a senhora poderia tecer alguns comentários a respeito da linha e da forma plasmada/roupagem fluídica utilizada pelos espíritos que nela militam?

Vó Benedita
– A linha de pretos-velhos, meus filhos, é uma linha como qualquer outra dentro da Umbanda.

Um grande equívoco é pensar que todo preto–velho foi negro, ou morreu velho em sua última encarnação, o  que muitos sabem, não é bem verdade.

Existem muitos irmãos que utilizam a aparência de preto–velho, mas nunca foram escravos no Brasil nem em  qualquer lugar do mundo.

Na verdade essa linha nasce como forma de organização de todo um contingente de espíritos que iriam atuar dentro do movimento umbandista que surgia.

As primeiras linhas fundamentadas foram a de caboclo e pretos–velhos.

Utilizou–se uma figura mítica já presente dentro da cultura brasileira e criou–se toda uma linha de trabalho, onde todos os seus representantes teriam trejeitos e características similares.

Surgia a linha de preto–velho, uma linha transmissora da calma, da sapiência, da humildade, detentora do conhecimento sobre os Orixás e que, acima de tudo, falaria ao simples de coração até ao mais erudito doutor, sempre com palavras de amor e espalhando luzes dentro da espiritualidade terrena. Era uma forma de identificar e aproximar a população ao culto nascente.

Era uma forma de homenagem.

Era também uma forma de hierarquizar e organizar.

Além disso, temos a questão arquetípica e mítica por detrás de cada uma das linhas.



Incenso e o “incenso”


Existe uma resina chamada incenso e os “incensos” em varetas.

O Incenso é uma resina gomosa que brota na forma de gotas da árvore Boswellia Carteri, arbusto que cresce espontaneamente na Ásia e na África. 

Durante o tempo de calor e seca são feitas incisões sobre o tronco e ramos, dos quais brota continuamente a resina, que se solidifica lentamente com o ar. 

A primeira exudação para nada serve e é, pois, eliminada; a segunda é considerada como material deteriorável; a terceira, pois, é a que produz o incenso bom e verdadeiro, do qual são selecionadas três variedades, uma de cor âmbar, uma clara e a outra branca. 


Como defumar e descarregar sua residência e o seu local de trabalho.

Às vezes sentimos que o nosso lar ou nosso local de trabalho, estão pesados, inúmeras brigas e discussões acontecem a toda hora, nada dá certo, uma impaciência toma conta, do nosso ser. O ar está carregado com partículas de fluídos negativos que aos poucos vai envolvendo cada um, e tornando as coisas mais difíceis.

Temos primeiro que mudar em atos, gestos e pensamento, afastando de nossas mentes aquela corrente que nos liga a estas energias.

O descarrego destrói as larvas astrais, limpando o ambiente das impurezas, facilitando assim a penetração de fluídos positivos. 

Comece varrendo o lar ou o local de trabalho, e acendendo uma vela para o seu anjo de guarda. Depois, levando em uma das mãos um copo com água, comece a defumar o local da porta dos fundos para a porta da rua, que ao final deve ser despachado em água corrente.

Podem-se usar as ervas em sua forma natural, em pó ou em pequenos pedaços moídos, em forma de casca miúda, etc. Para se queimar essas ervas, usa-se normalmente um recipiente chamado turíbulo.


Turíbulos

São recipientes de metal ou barro usados para queimar o incenso.

Na Umbanda, usam-se nas giras ou sessões públicas, o turíbulo como na figura ao lado. Para queimar as ervas usam-se normalmente o carvão vegetal. 

Lembrando sempre que o carvão vegetal deve estar em brasa e nunca em chamas.

A quantidade de incenso que queira queimar deve ser proporcional ao tamanho da sala e ao número de pessoas presentes. Para isso somente através da experimentação descobriremos a quantidade certa. No caso da defumação, é melhor pecar pela escassez, pois assim poderemos ir adicionando um pouco mais conforme a fumaça for diminuindo, do que acrescentar e sufocar pelo excesso (e isso pode ser até perigoso


CONSELHOS ESPARSOS SOBRE DEFUMAÇÃO

- Com fumo nunca se faz defumação. Somente as Entidades (caboclos, Pretos Velhos, etc) é que podem defumar com fumo em rama, pois eles é que sabem o que fazem.

- MIRRA é um perfume para a Linha das Almas, só usá-lo por ordem de uma Entidade de confiança, assim também a ASSAFÉTIDA E RASPA DE VEADO

- Incenso é um perfume sintético, este pode ser usado sozinho

- BENJOIM, também não deve ser usado sozinho, e sim sempre de mistura com Incenso, Alfazema, Alecrim e Anis Estrelado

- Alecrim senso queimado sozinho servirá para atrair homens e afastar mulheres;

- Alfazema é o contrário, atrai mulheres e afasta homens.

- Sempre que quiser fazer uma defumação no terreiro ou em casa ou em uma pessoa, faça-a acompanhada de uma prece ou um ponto cantado, pois sem isso nenhum valor terá de positivo.

Estas coisas devem ser feitas com muita confiança e respeito, e com os sentimentos bastante elevados.

A Defumação


A defumação é essencial para qualquer trabalho num terreiro de Umbanda.

É também uma das coisas que mais chamam a atenção de quem vai pela primeira vez assistir a um trabalho. 

Em geral a defumação na Umbanda é sempre acompanhada de pontos cantados específicos para defumação.


Histórico Sobre a Defumação:

Desde os tempos imemoriais, dos homens das cavernas, que a queima de ervas e resinas é atribuída à possibilidade da modificação ambiental, através da defumação. Na Umbanda, como em outras religiões, seitas e dogmas, também nos usamos desse expediente, que tem a função principal limpar e equilibrar o ambiente de trabalho de acordo com a necessidade.

Há 4.000 anos, existia uma rota de comércio onde se cruzavam as culturas mais antigas do Mediterrâneo e África. E foi bem no meio desta rota que nasceu a maior civilização desta época: “O Egito”.

A antiga civilização do Egito era devotada em direcionar os sentidos ao Divino. 

O uso das fragrâncias era muito restrito. As fragrâncias dos óleos eram usadas como perfumes, na medicina e para uso estético, e ainda, para a construção nos rituais. Isto confirma que no Egito se utilizava o incenso desde os tempos antigos.

Quando o Egito se fez um país forte, seus governantes importaram em terras distantes, incenso, sândalo, mirra e canela. Os faraós se orgulhavam em oferecer às deusas e aos deuses enormes quantidades de madeiras aromáticas e perfumes de plantas, queimando milhares de caixas desses materiais preciosos.

Todas as manhãs as estátuas eram untadas pelos sacerdotes com óleos aromáticos.

Sem dúvida o incenso egípcio mais famoso foi o kyphi, que se queimava durante as cerimônias religiosas para dormir, aliviar a ansiedade e iluminar os sonhos.

Os Sumérios ofereciam bagas de junípero como incenso à deusa Inanna. Mais tarde os babilônios continuaram um ritual queimando esse suave aroma nos altares de Ishtar.

Tudo indica que o junípero foi o incenso mais utilizado, eram usadas outras plantas também, madeira de cedro, pinho, cipreste, mirto, cálamo entre outras que eram oferecidas às divindades.


O Que é a Defumação?

Ao queimarmos as ervas, liberamos em alguns minutos de defumação todo o poder energético aglutinado em meses ou anos absorvido do solo da Terra, da energia dos raios de sol, da lua, do ar, além dos próprios elementos 

constitutivos das ervas. Deste modo, projeta-se uma força capaz de desagregar miasmas astrais que dominam a maioria dos ambientes humanos, produto da baixa qualidade de pensamentos e desejos, como raiva, vingança, inveja, orgulho, mágoa, etc.

Existem, para cada objetivo que se tem ao fazer-se uma defumação, diferentes tipos de ervas, que associadas, permitem energizar e harmonizar pessoas e ambientes, pois ao queimá-las, produzem reações agradáveis ou desagradáveis no mundo invisível. Há vegetais cujas auras são agressivas, repulsivas, picantes ou corrosivas, que põem em fuga alguns desencarnados de vibração inferior. Os antigos Magos, graças ao seu conhecimento e experiência incomuns, sabiam combinar certas ervas de emanações tão poderosas, que traçavam barreiras intransponíveis aos espíritos intrusos ou que tencionavam turbar-lhes o trabalho de magia.

Apesar das ervas servirem de barreiras fluídico-magnéticas pra os espíritos inferiores, seu poder é temporário, pois os irmãos do plano astral de baixa vibração são atraídos novamente por nossos pensamentos e atos turvos, que nos deixam na mesma faixa vibratória inferior (Lei de Afinidades).

Portanto, vigilância quanto ao nível dos pensamentos e atos.

Existem dois tipos de defumação; a defumação de descarrego e defumação lustral.


Defumação de descarrego

Certas cargas pesadas se agregam ao nosso corpo astral durante nossa vivência cotidiana, ou seja, pensamentos e ambientes de vibração pesada, rancores, invejas, preocupações, etc. Tudo isso produz (ou atrai) certas 

formas-pensamento que se aderem à nossa aura e ao nosso corpo astral, bloqueando sutis comunicações e transmissões energéticas entre os ditos corpos.

Além disso, os lares e os locais de trabalho podem ser alvos de espíritos atrasados, que penetram nesses ambientes e espalham fluídos negativos.

Para afastar definitivamente estas entidades do nosso convívio, teremos primeiro que mudar em atos, gestos e pensamento, afastando de nossas mentes aquela corrente que nos liga a estes seres.

A defumação serve para afastar seres do baixo astral, e dissipar larvas astrais que impregnam um ambiente, tornando-o pesado e de difícil convivência para as pessoas que nele habitam. 

Pois bem, a defumação tem o poder de desagregar estas cargas, através dos elementos que a compõe, pois interpenetra os campos astral, mental e a aura, tornando-os novamente "libertos" de tal peso para produzirem seu funcionamento normal.

E por esse motivo, Deus entregou a Ossãe as ervas que, seriam usadas para destruir tais fluídos e afastar estes espíritos. 

Comece varrendo o lar ou o local de trabalho, e acendendo uma vela para o seu anjo de guarda. Depois, levando em uma das mãos um copo com água, comece a defumar o local da porta dos fundos para a porta da rua.


Defumação Lustral

Além de afastar alguns resquícios que por ventura tenham ficado depois da defumação de descarrego, ela atrai para estes ambientes, correntes positivas dos Orixás, Caboclos, e Pretos Velhos, que se encarregarão de abrir seus caminhos.

Acenda uma vela para o seu anjo de guarda. Levando um copo com água, comece a defumar sua casa ou o seu local de trabalho, da porta da rua para dentro. 

Não esqueça que a defumação lustral deverá ser feita depois do descarrego.

Como fazer Assentamento do Orixá


Um assentamento começa a ser construído sem pressa pelo médium, peça a peça, até que ele tenha no mínimo sete elementos do Orixá, todos já consagrados, tanto no seu ponto de forças, quanto no seu centro de Umbanda. 

Não é preciso esperar abrir o centro para começar a constituí-lo rapidamente. Um dos primeiros elementos é o Otá ou pedra do seu Orixá.

O Otá equivale a "pedra fundamental" das grandes construções civis ou de grandes templos erigidos no plano material pelas mais diversas religiões.

Cada Orixá tem a sua pedra e é por ela que o médium deve começar a constituição dos fundamentos do assentamento do seu próprio Orixá.

Nos relatam os nossos mais velhos que, durante o período da escravidão, quando se realizava a cerimônia de iniciação dos noviços, estes iam mata adentro à procura do seu Otá ou pedra do seu Orixá, e voltavam só ao amanhecer, já com ela entre as mãos. 

Dali em diante, ela seria o mais poderoso elo de ligação com seu Orixá. Seria conservada com zelo e alimentanda periodicamente para manter integralmente seu axé (poder). 

Normalmente ela era condicionada em uma quartinha de barro. Panelas, vasos, tigelas, canecos, e outros utensílios feitos de barro cozido, eram comuns e de uso cotidiano, não só pelos indígenas, uma vez que os colonizadores também usavam utensílios de barro cozido. 

Hoje, quando você tem os mesmos utensílios em louça, mais perde parte do axé consagrado por nossos ancestrais. Até porque as quartinhas de louça tornou popular pela beleza e por diminuir o "trabalho que você teria com o Orixá" pois a água ou outra bebida colocada dentro dela são seja absorvidas pelo barro e, sob temperaturas elevadas pode evaporar completamente. Mas, esquecem que é justamente aí onde a força do axé é consagrado.

Então, como atualmente você não precisa sair às escondidas e em altas horas da noite para encontrar na escuridão o seu Otá ou pedra do seu Orixá, recomendamos que a encontre num rio ou cachoeira pedregosa e ali, calmamente, escolha-o e assim, recolhao levando-o para casa já envolto em um pedaço de pano com a cor do seu Orixá. Caso não conheça a pedra de seu Orixá, basta me pergunta que lhe informo.

Mas lembre-se: Não é só chegar até o leito pedregoso do rio, catar uma pedra rolada, envolvê-la num pano e ir embora. Não mesmo!

Há todo um ritual que deve ser cumprido à risca se quiserem que seus Otás tenham axé ou poder de realização. Abaixo vamos descrevê-lo: 

1 - Encontrar um trecho de rio de águas limpas que seja pedregoso;

2 - Numa margem dele, oferendar nossa mãe Oxum e pedir-lhe licença para recolher dos seus domínios o Otá do seu Orixá. 

3 - Depois, oferende o seu Orixá na outra margem ou, se for na mesma, faça-a mais abaixo da oferenda que fez para a Senhora Oxum.

4 - Já com a oferenda feita, derrame no rio uma garrafa de champagne ou outra bebida doce e 7 punhados de açúcar, oferecendo-os aos Seres das Águas, pedindo-lhes licença para entrar no rio e recolher seu Otá. 

5 - Isto feito, o médium deve entrar no leito do rio e procurar uma pedra rolada que o atraia mais que as outras e, quando encontrá-la, deve pedir licença à Mãe e aos Seres da Àgua para pegá-la para si. 

6 - Após pegá-la, deve elevá-la com as duas mãos acima da cabeça e, como numa oração, dizer estas palavras: "Meu Pai (ou Mãe) Orixá tal, eis a pedra de axé, o meu Otá! Abençoe-o com tua luz, com teu manto divino e com teu axé, tornando-a, a partir de agora, minha pedra sagrada!" 

7 - Após fazer essa primeira consagração a pessoa deve ir até onde está a oferenda da Mãe Oxum e apresentá-la segurando-a na palma das mãos unidas em concha, dizendo-lhe estas palavras: "Minha Mãe Oxum, apresento-lhe meu Otá. Abençoe-o, minha amada Mãe!"

8 - Após receber a benção da Mãe Oxum, a pessoa deve dirigir-se até onde está a oferenda do seu Orixá, colocá-la dentro dela e fazer esse pedido: "Meu Pai (minha Mãe) Orixá tal, peço-lhe que aqui, dentro da sua oferenda, consagres essa pedra de forças, esse meu Otá".

9 - Após esse pedido, a pessoa deve aguardar uns 10 minutos para recolhê-la e envolvê-la no pedaço de pano na cor do Orixá. Mas antes, deve dizer estas palavras: "Meu Pai (minha Mãe), peço-lhe licença para recolher meu Otá com seu axé, e envolvê-lo nesse pedaço de pano que simboliza seu manto protetor para que eu possa levá-la para minha casa protegida e ocultada dos olhares alheios visíveis e invisíveis". 

10 - Recolha-a e embrulhe-a com o pano. Então peça licença e vá para casa.
Chegando em casa, risque um símbolo do seu Orixá, coloque-o dentro dele; acenda uma vela de 7 dias e coloque-a dentro dele. Invoque seu Orixá, pedindo-lhe que alimente-a com sua luz viva, só recolhendo-a e guardando-a em um local adequado quando a vela for toda queimada. 

Caso queira, poderá pegar uma tigela de barro colocar dentro dela um pouco de água e macerar um punhado de folhas do Orixá para, em seguida colocar dentro o seu Otá, iluminar com uma vela de sete dias e pedir-lhe que incorpore-lhe seu axé vegetal. 

Após sete dias com o Otá imerso no caldo vegetal poderá lavá-lo em água corrente que o axé vegetal do Orixá terá sido incorporado a ele.

Só então, a pessoa poderá alimentá-lo com a bebida do Orixá. Para alimentá-lo poderá fazê-lo derramando-a na mesma tigela usada para as ervas. O procedimento é idêntico: 

• Coloca-se a bebida; a seguir coloca-se o Otá; cobre-se a tigela com o pano na cor do orixá; ilumina-se com uma vela de 7 dias e faz-se uma oração para que o Orixá alimente-o com o axé da sua bebida. 

• Após sete dias, retire o Otá, lave-o em água corrente e coloque-o dentro de uma quartinha de louça ou de barro cerâmico;

• Encha-a com água engarrafada adquirida no comércio pois não contêm cloro e coloque-a, já tampada, em seu altar, oratório ou em um local onde só você mexa. 

• Então, periodicamente, troque a água ou complete-a, que seu Otá passará a atuar em seu benefício, atuando como um ponto de força do seu Orixá. 

• Quando vier a fazer o assentamento dele, coloque nele a sua quartinha com seu Otá dentro dela, passando a alimentá-la com ela já assentada em definitivo. Aí está seu verdadeiro e genuíno "Otá"! 

Temos ouvido relatos de que alguns dirigentes espirituais adquirem no comércio algumas pedras roladas ou pedregulhos, já manuseados por outras pessoas e, num ritual simples colocam-nos dentro da quartinha dos seus filhos espirituais onde, daí em diante estes passarão a alimentá-la periodicamente como se tivessem de fato o axé dos Orixás deles. 

Mas isto não é verdadeiro e sim, assemelha-se a uma simpatia, que tanto pode funcionar como não.

Um Otá genuíno só deve ter a mão do seu dono e só deve ter a vibração do seu Orixá. Qualquer outra vibração incorporada ao Otá de uma pessoa influirá negativamente sobre ele e sobre o seu dono, assim como sobre o próprio Orixá. 

Isto acontece quando quem participou da consagração do Otá fica de mal humor; com raiva; com ódio dele; com antipatia por ele, etc.

Um Otá é algo pessoal e não deve ser manipulado por mais ninguém além do seu dono e só deve conter suas vibrações e as do seu Orixá.

Além do mais, caso a quartinha com o Otá fique nas dependências do Templo que a pessoa freqüenta, várias coisas podem influir sobre ela e ele tais como: 

- Caso o Templo esteja sendo demandado os donos dos Otás também serão atingidos.

- Caso virem as forças assentadas ou firmadas no Templo, as dos donos dos Otás também serão viradas.

- Caso prendam as forças assentadas ou firmadas no Templo, as dos donos dos Otás também serão presas.

- Caso o dirigente fique com ódio de um médium seu, poderá atingí-lo através do seu Otá, e qualquer outros elementos pessoais colocados dentro da quartinha (pois há os que colocam um chumaço de cabelo, retirado do ori do seu filho de santo). 

Recomendamos às pessoas que forem prejudicadas dessa forma que comprem 7 quartinhas de barro; consigam 7 líquidos diferentes, tais como: mel, bebida do seu orixá, água doce, água salgada, água com ervas maceradas, água com pemba branca ralada misturada e água de côco.

Com esses sete líquidos engarrafados separadamente, devem ir até uma cachoeira e nela fazer uma oferenda a Mãe Oxum.

Após fazer a oferenda devem pedir-lhe licença para colher 7 pedras no leito da cachoeira. Após colhê-las colocá-las dentro das 7 quartinhas e acrescentar um pouco de água da cachoeira. 

A seguir, colocar as quartinhas em círculo e derramar dentro de cada uma o líquido de uma garrafa. Acender 7 velas amarelas juntas no centro do círculo das quartinhas; acender 7 vermelhas do lado de fora do círculo de quartinhas, uma para cada uma. 

Na seqüência, fazer essa oração ajoelhado diante do círculo de quartinhas: "Minha amada e misericordiosa Mãe Oxum, clamo-lhe nesse momento em que sofro um ato de injustiça, que a Senhora ative o seu Sagrado Mistério das Sete Quartinhas e, em nome do Divino Criador Olorum, de Oxalá, da Lei Maior e da Justiça Divina, que essa injustiça seja cortada, anulada e retardada, e que, quem a fez contra mim seja perdoado de seus erros por Olorum, por Oxalá pela Lei Maior e pela Justiça Divina, assim como pelo Orixá, pelo Exu Guardião, e pela Pombagira Guardiã dela, que assim, perdoado de seus erros, nunca mais use do seu conhecimento para prejudicar-me e a ninguém mais. 

Peço-lhe também, que tudo o que essa pessoa fez e desejou contra mim, contra minhas forças espirituais e contra meu Orixá, que na Lei do Amor e da Caridade seja desfeito e extinto, para que não tenha o apoio e nem mesmo a atenção dos Orixás e de seus Guias para nunca mais utillizar seu conhecimento para prejudicar outra pessoa, conservando assim o respeito a fraternidade humana que deve reinar em nossa vida. 

Peço-lhe também que dessa pessoa seja retirada dos seus poderes e conhecimentos pessoais, assim como, seus guias de trabalho, para que os guias da evangelização, do amor e da caridade tenham oportundade de trabalhar em sua cabeça e corrija suas atitudes e sua espiritualidade. 

Peço-lhe também que os Orixás e os Guias Espirituais de todos os filhos espirituais dessa pessoa sejam alertados da perfídia dela e tomem as devidas providências para protegerem-se, e aos seus filhos perante os Sagrados Orixás, o Divino Criador, Olorum, a Lei Maior e a Justiça Divina, e todos os umbandistas. 

Que a Lei Maior e a Justiça Divina comecem a atuar e só cessem suas atuações quando ela aucançar a luz necessaria para seu desenvolvimento espiritual. 

Peço-lhe e peço a todos os poderes invocados aqui, que me protejam de todos os atos negativos que essa pessoavenha a intentar contra mim, minhas forças, meu Orixá, minha vida e família, assim como vos peço que cada ato dela feito contra mim de agora em diante seja aniquilado.

Amém"!

Essa oração é tão poderosa, que imediatamente a pessoa que cometeu o ato indigno de atingir um filho espiritual, as suas forças espirituais e ao seu Orixá, começa a ser punida de tal forma, que em pouco tempo, ou ela desfaz o mal feito e pede perdão ao atraiçoado ou sua vida terá uma reviravolta tão grande que acabará mudando suas ações completamente para o bem. 

Bem, após essa magia para a defesa de vítimas de trabalhos para atingí-las a partir do seu Otá, continuemos com os comentários sobre a "pedra fundamental" dos médiuns umbandistas. 

Saibam que um Otá (ou pedra de força) também pode ser encontrado e recolhido em outros lugares além do leito dos rios. Pedras são encontradas na terra, no sopé das montanhas, em pedreiras, etc. 

• Se a sua pedra de forças (aquela que o atraiu) for encontrada dentro de uma mata ou bosque, aí você deve pedir licença ao Orixá Oxóssi para recolhê-la e consagrá-la ao seu Orixá. 

• Se ela foi encontrada na terra, em algum campo aberto, peça licença ao Orixá da terra, Omulú.

• Se ela for encontrada no sopé de uma montanha, ou mesmo nela, peça licença ao Orixá Xangô.

• Se ela for encontrada em uma pedreira, peça licença ao Orixá Yansã.

• Se ela for encontrada nas margens de um lago ou do estuário de um rio, peça licença ao Orixá Nanã Buruquê.

• Se ela for encontrada nas margens ou no fundo de uma lagoa, peça licença ao Orixá Obá.

• Se ela for encontrada a beira mar ou mesmo dentro das suas águas, peça licença ao Orixá Iemanjá.

Um Otá genuíno não é uma pedra semi-preciosa e sim, é um eixo rolado ou um pequeno geodo ainda na natureza e que não passou de mão em mão em um processo industrial ou artesanal. 

Quando a "pedra ideal" é encontrada, como que por acaso, e o médium não estava ali com a finalidade de encontrar seu Otá, mas deseja recolhê-la e levá-la para sua casa porque "sente" que ela tem algum poder ou finalidade mágica, este deve ajoelhar-se perto dela e, dependendo do campo vibratório em que ela se encontra, ali deve fazer uma oração ao Orixá regente dele e pedir-lhe permissão para recolhê-la e levá-la para sua casa pois já se estabeleceu uma afinidade entre ambos. 

Se você ainda não souber que tipo de afinidade se criou, recolha-a, e leve-a embora. Guarde-a e aguar­de, porque pode ser que mais adiante um guia espiritual manifeste-se e lhe dê orientações sobre ela e como tratá-la dali em diante. 

Cada um de nós terá o seu próprio Umbral


Trata-se de um estado de perturbação natural, que dependendo do grau de evolução do Espírito, poderá perturbar por horas, dias, meses ou anos.

Onde fica o espirito que está no UMBRAL?

Ele poderá estar em qualquer lugar da erraticidade.
Logo após deixar o corpo, o que se dá praticamente logo após a falência do corpo físico (exceto no caso de suicídio), o Espirito ganha liberdade, no entanto, precisa desencarnar, ou seja, livrar-se das dependências materiais que a estada no corpo físico lhe criou.

Existem os que são avarentos, os viciados, drogas, ou até mesmo em trabalhos que realizavam quando vivos, alem daqueles que viviam estacionados em termos de progresso moral, assassinos,etc.

Ocorre que o perispírito de quem "desencarna" ainda é muito denso para estar apto moralmente a conviver com outros Espíritos em níveis mais elevados.

Então o Espirito é socorrido e levado para um dos diversos prontos socorros Espirituais, os quais se acham localizados tanto na crosta do planeta quanto nas proximidades, um pouco antes da IONOSFERA.

Todos são socorridos,mas nem todos são encaminhados às Colônias (Aruanda, Humaitá  Jurema, Nosso Lar e outras), aonde somente se chega por merecimento.

RESUMO:

Não existe UMBRAL físico, mas sim, um estado de perturbação que se segue logo após o Espirito deixar o corpo.

Devido a densidade do Perispírito, eles ficam na crosta do planeta ou nas proximidades, por isso se diz que o UMBRAL fica próximo à crosta do planeta e tem-se a ideia de que é um lugar físico, mas não é.

O curso natural é o Espirito ser encaminhado às Colonias após sair do período de perturbação.

Nas Colonias, que existem aos milhares em torno do planeta o espírito passa a desfrutar da verdadeira vida espiritual, o que não quer dizer que isto não ocorra fora delas.

Todos passaremos pelo UMBRAL, muito embora seja diferente para cada um.

Aromas e Fluídos Plasmados


Fluídos plasmados pelos espíritos que atingem o plano físico, podendo ser decorrentes a manipulações de fluídos e energia do ambiente ou em alguém, que se usou por parte de um espírito, algum tipo de propriedades de certos elementos plasmados, como velas, flores, grãos, agua do mar, incensos, fumos, etc.

Ou tambem podem ser meramente plasmados como formas de aviso, de comunicação e resposta a um pedido, qdo há um significado para quem irá sentir o odor.

Se um preto velho quer se fazer sentir presente para alguem, pode plasmar odor de café já que este é associado a ele. 

Qualquer espírito, desde que saiba executar, pode produzir aromas/cheiros/odores aos sentidos de quem quer que seja. Quem os sente não quer dizer que seja dotado de algum tipo de mediunismo, já que é uma manifestação no plano físico, aos narizes de que estiver no ambiente. 

Não é apenas reservado a espíritos bons, mas os "espiritos zombeteiros" tambem podem, sabem e produzem qualquer odor que queiram. 

Todavia, alguns odores podem ser naturais (não intencionais), decorrente da aproximação de algum espírito perturbado que esteja num estado mental (perispiritual) desordenado e preso a algum tipo de estado que pra ele, tem conotação física. Entretanto, estes odores são sempre desagradaveis, pois refletem, por ser também projeções, mesmo que inconsciente, de seu estado mental. 

Quando somente nós sentimos odores é porque são direcionados intencionalmente apenas para nós. Quando não sentimos, mas outras pessoas do ambiente sentem, pode ser que estejam sendo manipuladas energias do ambiente para o ambiente e naquele momento não estamos com uma sensibilidade maior para captar os odores. 

Odores plasmados , assim como imagens plasmadas , estão tanto para o plano físico , como para o etérico. Ou seja, tem propriedades fisicas, elementos fisicos de manipulaçoes e fluidos materiais e eterios. E esta misturas pode tender mais para um , quanto pra outro. Podendo ser mais físico ou não. 

Um espírito por exemplo, pode plasmar uma imagem que pode ser visivel a qualquer um em um determiado ambiente. Podendo inclusive se tornar momentaneamente tangível. Ou pode tambem se fazer visivel, porém de forma, digamos, mais eteria. E pessoas mais sensiveis que podem perceber a aparição. Ou se tambem direcionada para uma única pessoa, ou seja, somente ela verá a imagem. Neste último caso, não se utiliza muitas propriedades densas e materiais, podendo inclusive ser uma projeção mental para uma determinada pessoa, sem passar muito pelo plano físico. 

Com os odores, é basicamente o mesmo processo.

A manifestação dos espíritos em nosso plano material, pode se dá de diversas formas e não somente através de capacidades mediunicas. E o que tempos atras foi definido como comunicação/manifestação de efeitos físicos ; tais como odores, sons - pancadas e vozes ouvidas, imagens projetadas, transporte de objetos sólidos, entre outros. 

Na Umbanda, essas manifestações são reflexões de manipulações fluidicas dos diversos estados de fluidos que co-existem ao nosso redor, e que não percebemos. E este processo tem várias formas e intensidades em sua manipulação. Que muitas vezes é difcil entendermos, pois vivemos e conhecemos outras propriedades; a densidade de nosso meio material, densa, grosseira e de dificil transmutação por nós, seres encarnados. 

O que para nós, parece algo inexplicavel e fantástico, para os espíritos é como transforma açucar em calda derretida, é simples e natural mediante ao estado e o plano no qual se encontram. 

Em suma, tantos os odores que sentimos tão comum entre nós umbandistas, dependem de alguns fatores para serem sentidos, tais como: intensidade e intenções, objetivos e direcionamentos diferentes.

Daí resulta que uns podem ver e outros não. Uns podem sentir e outros não. Tudo dependerá dos fatores descritos acima.

Aí somente quem está produzindo tais manifestações, pode dizer ao certo sobre a mesma; intenção, objetivo e significado. 

Não adianta eu perguntar pra alguem: "senti cheiro de mel, de rosa, de mirra, quer dizer o que? Não temos como saber.

Só mesmo quem foi o responsavel por produzir os odores.

A Lei da Salva



A "Lei de Salva" comentada e questionada, tem um porquê. Certa ou errada, existe. 

Entretanto, cada um terá o discernimento em pagar ou receber.

É sabido que a Umbanda manipula constantemente a Magia positiva (chamada magia-branca), sempre para o bem de seus filhos-de-fé ou para qualquer um necessitado, venha de onde vier.

A magia, dentro de certas necessidades ou casos, requer determinados elementos materiais. São velas, flores, ervas, raízes, panos, etc...

O fato é o seguinte: - quando há mesmo necessidade disso, a entidade pede e a pessoa traga ou providencie, satisfazendo a Lei de Salva ( Quando é Pela Caridade). 

A Salva Benéfica é Isso, à Oferenda aos Orixás e Guias, Por um Agrado ou Abertura de Caminho, ou até Mesmo para se Ver livre de um Obsessor.

O que uma entidade pede, independente, de seu médium dentro da Lei de Salva, numa operação mágica é uma coisa. Cobranças de dinheiro é outra coisa. Quando um médiuns despreparado, cobra um valor para aplicar a salva benéfica ou por trabalho de magia negra. 

Traz a si mesmo, ao paciente atendido e ao espírito utilizado grandes problemas de cunho kármico.

E o problema se torna maior, quando o médium despreparado, ambiciosamente, começa a abusar disso. 

Começa por se exceder na Lei de Salva, pedindo dinheiro. Começa a cobrar em tudo e por tudo. Inventa trabalhos de toda espécie, assim como "desmanches" e afirmações para isso e aquilo... 

Porém nesta altura já estão muito envolvidos com o "astral inferior" e seus protetores, já não se fazem mais presentes. Pois no mesmo caso, respeitam seu livre-arbítrio. Muitos médiums, depois de perceber o ocorrido, fazem preceitos e mais preceitos e nada acontece.

Todavia, apesar da fartura do dinheiro fácil, reconhecem depois de certo tempo que é um dinheiro maldito. Passam a viver e conviver com a consciência pesada, irritados e sempre angustiados. 

O fim de todos eles tem sido muito triste, ou surgem doenças insidiosas, ou os vícios para martirizá-los por toda a vida, ou acabam seus dias na miséria material, pois a moral já é uma cruz que carregam desde o princípio de seu fracasso mediúnico.

Antes de Acender uma Vela, Leia isso!

Instruções Gerais de Conduta Moral, Espiritual e Física dos Médiuns de Umbanda

• Manter dentro e fora do Centro, isto é, na sua vida religiosa ou particular, conduta irrepreensível, de modo a não ser alvo de críticas, pois qualquer deslize neste sentido irá refletir no Templo e mesmo na Umbanda de forma geral.

• Procurar instruir-se nos assuntos espirituais elevados, lendo os livros indicados pela Direção do Templo, bem como assistindo palestras e participando dos estudos.

• Conserve sua saúde psíquica, vigiando constantemente o aspecto moral.

• Não alimente vibrações negativas de ódio, rancor, inveja, ciúme, etc.

• Não fale mal de ninguém, pois não é juiz, e via de regra, não se pode chegar às causas pelo aspecto grosseiro dos efeitos.

• Não julgue que o seu guia ou protetor é o mais forte, o mais sabido, muito mais "tudo" do que o de seu irmão, aparelho também.

• Não viva querendo impor seus dons mediúnicos, comentando, insistentemente, os feitos do seu guia ou protetor. Tudo isso pode ser bem problemático e não se esqueça de que você pode ser testado por outrem e toda a sua conversa vaidosa ruir fragorosamente.

• Dê paz ao seu protetor, no astral, deixando de falar tanto no seu nome. Assim você está se fanatizando e aborrecendo a Entidade, pois, fique sabendo, ele, o Protetor, se tiver mesmo "ordens e direito de trabalho" sobre você, tem ordens amplas e pode discipliná-lo, cassando-lhe as ligações mediúnicas; e mesmo infringindo-lhe castigos materiais, orgânicos, financeiros e etc.

• Quando for para ao rito, não vá aborrecido e quando lá chegar, não procure conversas fúteis. Recolha-se a seus pensamentos de fé, de paz e, sobretudo, de caridade pura, para com o próximo.

• Lembre-se sempre de que sendo você um médium considerado pronto ou desenvolvido, é de sua conveniência tomar banhos propícios determinado por sua entidade. Se for médium em desenvolvimento, procure saber quais os banhos e defumadores mais indicados, o que será dado pela Direção do Templo.

• Não use "guias"(colares) de qualquer natureza sem ordem comprovada de sua entidade protetora responsável direta e testada no Templo, ou então, somente por indicação do médium chefe, se for pessoa reconhecidamente capacitada.

• Não se preocupe em saber o nome do seu protetor (tentar adivinhar) antes que ele julgue necessário. É muito importante para você, não tentar reproduzir, de maneira alguma quaisquer gestos ou pontos riscados.

• Não mantenha convivência com pessoas más, invejosas, maldizentes, etc. Isso é importante para o equilíbrio de sua aura, dos seus próprios pensamentos. Tolerar a ignorância não é partilhar dela.

• Acostume-se a fazer todo o bem que puder, sem visar recompensa ou agradecimentos.

• Tenha ânimo forte, através de qualquer prova ou sofrimento, confie e espere.

• Faça “recolhimentos” diários, a fim de meditar sobre suas ações, pelo menos por 30 minutos.

• Lembre-se de que todos nós erramos, pois o erro é da condição humana e, portanto ligado à dor, a sofrimentos vários e conseqüentemente, às lições com suas experiências... Sem dor, sofrimentos, lições, experiência, não há carma, não há humanização nem polimento íntimo. O importante é que não erre mais, ou melhor, que não caia nos mesmos erros. Passe uma esponja no passado, erga a cabeça e procure a senda da reabilitação: para isso, "mate" a sua vaidade e não se importe, de maneira alguma, com o que os outros disserem ou pensarem a seu respeito. Faça tudo para ser tolerante, compreensivo, humilde, pois assim só poderão dizer boas coisas de você.

• Zele por sua saúde física com uma alimentação racional e equilibrada.

• Não abuse de carnes vermelhas, fumo ou quaisquer excitantes.

• No dia de rito, regule a sua alimentação e faça tudo para se encaminhar aos trabalhos espirituais, LIMPO DE CORPO E ESPÍRITO.

• De véspera e após a sessão, não tenha contato sexual.

• Tenha sempre em mente que, para qualquer pessoa, especialmente o médium, os bons espíritos somente assistem com precisão, se verificarem uma boa dose de HUMILDADE ou simplicidade NO CORAÇÃO (e não só nas palavras)

• A VAIDADE, O ORGULHO E O EGOÍSMO CAVAM O TÚMULO DO MÉDIUM.

• Aprenda lentamente a orar confiando em JESUS, o regente do planeta Terra. Cumpra as ordens ou conselhos de seu protetor. Ele é seu grande e talvez único amigo de fato e quer a sua felicidade.

• Seja pontual e não faltar aos ritos que tiver em seu terreiro.

• Mantenha um bom relacionamento com seus irmãos de fé evitando fofocas, dissabores e conversas improdutivas e invejosas.

A Família diante da Umbanda


Homem e Mulher se harmonizam com a sua estrutura espiritual, ensaios, erros, através de encarnações sucessivas, nível sócio-economico, educacional, psicológico, e acima de tudo, a individualidade de cada um, traços de personalidade, inteligencia geral, etc.

Os quais necessitam se auto educarem moralmente, constituindo-se exemplos vivos de fraternidade autentica dentro do lar e fora dele transmitir o fruto desta educação que formam o universo familiar.

É preciso trabalhar as causas dos problemas do casal, até agora trabalhou-se apenas o efeito.

O casal que conhece a Umbanda e que sabe que são egúns (espiritos sem evolução) imortais, milenares, conhece os princípios da reencarnação, a evolução intelecto-moral, sabe de onde viemos, por que estamos aqui, o por quê das dores e sofrimentos e para onde vamos, etc... sabe que é através da REFORMA-INTIMA que conseguem vencer as tendencias do passado, e não ocasionam novos problemas no presente e nem assumem novos compromissos para o futuro.

Homens, Mulheres, Casais, tem procurado ajuda de outros profissionais não umbandistas para orientação e ajuda na solução de problemas de família, e principalmente problemas do casal, por que não encontram ajuda dentro do movimento, ou seja, centro, terreiro, etc...

Todos sabemos que mais de 90% dos casos-problema que batem a porta dos centros, terreiros, tem como origem problemas na família.

Por isso, a necessidade de estarmos preparados para ajuda-los.

O amor entre marido e mulher representa caminhar juntos, sem receios, mesmo nos momentos mais difíceis, que por ventura tenham que passar.

Os médiuns estando preparardos, estruturados para atender, orientando, auxiliando, esclarecendo, é de grande importância para que se atinja o objetivo que é o de ajudar o CASAL, a FAMÍLIA.

Existe uma programação de casamento no plano espiritual, onde muitas criaturas, que se encontram, ja partilharam experiencias sexuais em outras vidas, muitos corações que acumpliciaram em outras vidas, hoje se encontram unidos e há intensa influencia de Entidades desencarnadas interessadas na união dos casais.

A Espiritualidade Umbandista

Todas as correntes de pensamentos, a não ser as materialistas, são acordes, que no Homem há um "Espírito". A Umbanda segue a recíproca de Hermes - "Como em baixo assim é em cima", - "Assim como é o "Microcosmos é o Macrocosmos". A Gênese ( primeiro, v.26) diz: "O Homem foi feito à imagem e semelhança" de seu Criador. Embora seja uma afirmativa pretensiosa, o termo semelhança deixa uma distância incomensurável, podendo ser aceito com restrição e, então, como Deus, o Homem Trino em sua atividade, e Septenário em seu Universo. O Homem é uma "Consciência Encarnada" em um Universo Mutável (os seus corpos mortais), onde se manifesta trinamente como: "Vontade - Amor - Inteligência". A Umbanda aceita o "Espírito Uno e Trino" em seu Universo Septenário na pluralidade dos Corpos do Homem.

a. IMORTALIDADE

b. MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO

c. A REENCARNAÇÃO EVOLUTÍVA

PLURALIDADE DAS ENTIDADES ESPIRITUAIS

É conceito firmado em quase todas as Religiões, a existência de Entidades Espirituais, umas acima e outras abaixo, da escala evolutiva do Homem. Há nessa cadeia, Entidades Sublimes, pelas suas perfeições, que formam uma verdadeira Hierarquia Espiritual, que cuidam e guiam a evolução de "Entes" em estágios inferiores aos seus. Para nosso estudo, entende-se como 'Entidades Espiritual", todo o "Ente" que não mais possua seu Corpo Físico, ou que nunca o teve. Classifica-las, ordena-las, é tarefa muito difícil por sua complexidade, porém, como cunho didático, salvo melhor, é satisfatória a que segue:

§ ENTIDADES ESPIRITUAL HUMANA COM ÊGO-"EGUM"

§ ENTIDADE HUMANA SEM ÊGO

a. SOMBRAS: Compreenda-se por "sombras", as entidades espirituais, não mais animadas pelo Êgo Superior, mas, que por falta de libertação, o seu Êgo inferior não foi absorvido totalmente, ficando, pois, este "Ente Hiper-Físico" vitalizado, apenas, por seu reflexo. Estes Entes Espirituais não tem consciência de si mesmo como "Personalidade", pois, na sua inteligência limitada, "supõem-se ser o indivíduo de que fez parte, transitoriamente, como um de seus corpos". A duração de uma "Sombra", como entidade independente, vária com a intensidade do Espírito Inferior do indivíduo que o animava, mas vai diminuindo, lentamente, em sua atividade inteligente até reduzir-se a atos instintivos. Prestam-se, estas "Sombras", para as mistificações freqüentes em reuniões Espíritas, bem como, por suas tendências más já que lhes restam só o Corpo Emocional, por serem Entidades do Astral, para operações de "Magia Negras".

b. INVÓLUCROS OU CASCÕES: O invólucro é um cadáver do plano que pertence. É o que resta, no plano, daquilo que foi veículo do Espírito, em sua fase última de desintegração, ou melhor, quando os estão abandonando as últimas partículas do plano imediatamente superior e, quase sempre, "é o que resta do que foi uma "Sombra". Mas, o Cascão, ao contrário da Sombra, não tem consciência e inteligência de qualquer espécie, vagueiam, por assim dizer, em correntes no plano que pertencem . Acontece, porém, que quando entram no campo de atração de um "médium", reproduzem as expressões e até mesmo a letra daquele que serviu como um dos seus corpos. Mas, são atos automáticos, que devido a qualquer excitação, tendem a repetir, mecanicamente, os movimentos habituais. Às vezes, achamos inteligência nos "Cascões", que de fato a tem, mas, não sí próprio, como poderia parecer à primeira vista e, sim, provenientes do "médium" que o aciona ou das Entidades com Êgo Superior, que lhes emprestam a inteligência, por momentos. Os invólucros podem ser vitalizados, quer por pensamentos humanos, quer por Entidades Espirituais. Em geral, esta vitalização visa o mal, pois são de fácil manejo e servem como ação na Magia do Vood e do Obeah . No entanto, sua vitalização pode ser para o bem, quando utilizada como roupagem de Entidades Espirituais Superiores. A sua conservação, principalmente, no plano Astral, feita artificialmente, é Lícita, quando para fins benéficos, mas, requer conhecimentos de "Umbanda Esotérica".

c. CORPO ETÉREO OU VITAL: Como o "Cascão", também é um cadáver, porém, pertencente a parte Etérea do plano Físico. Difere do "invólucro", por não vaguear daqui para ali, e sim, por manter-se a pouca distância do Corpo Físico em decomposição - É o fantasma dos cemitérios. Está categoria, também, é desprovida, completamente, de inteligência e de consciência. A sua utilização é uma das formas mais "Horríveis na Magia Negra".

d. ESSÊNCIA ELEMENTAL: É massa que permanece nos planos evolutivos e que pertencente a nossa evolução, reage aos pensamentos humanos. Existe uma outra espécie de "Essência Elemental", em Umbanda, se faz através de cerimonial mágico, por "Entidade Espiritual" evocada para tal, ou pelo "Mago".

e. ESPÍRITO GRUPO: Os minerais, as plantas e os animais não tem espíritos individualizados e, sim, coletivos cuja sede é o plano "Mental". Estes Entes, pouco a pouco ganham a sua individualidade. Basta observar o grau de evolução que separa um animal selvagem de um doméstico.

f. ESPÍRITOS DA NATUREZA - ELEMENTARES: São Entidades Espirituais que muito diferem das demais, pois nunca foram, nem são, nem hão de ser membros de uma humanidade como a nossa, por terem evolução completamente diversa. Somos apenas companheiros evolutivos no mesmo planeta Terra. Estas Entidades são mais evolutivas que a "Essência Elemental", mas guardam entre si, a sua classificação primária, que é septenária, como tudo no Cosmos. Classificam-se em "Sete Classes" que ocupam os mesmos "Sete Estados" coesivos da "Matéria", e que são: Os Espíritos da Terra; Os Espíritos d'Água; Os Espíritos do Ar; Os Espíritos do Fogo; Os Espíritos dos três Estados Etéreos. São Entidades Astrais e algumas Etéreas, com inteligência, que habitam e funcionam em cada um desses meios. O Umbandista pode e sabe utilizar os seus "Serviços", mas com parcimônia e muito conhecimento de causa. Nota: Como aviso de prudência, não se deve evocar tais Entidades, através de promessas, em troca de algo material, ou, ainda, o que é pior, utilizando influência que lhes obriguem "Obediência". Muita "Calma e Conhecimento" no trato com "Elementares".

g. Orixá ( Òrìsà): É o "Deva" do Hindu, o Anjo Ocidental. É a classe de Entidades Espirituais de Maior Evolução que tem contato com a Terra. Apesar de sua relação conosco, não estão confinados nos seus limites, porque o conjunto dos Sete Universos que constituem a nossa cadeia planetária, é o campo evolutivo daqueles de maior elevação. Nunca encarnaram como nós, e o processo evolutivo é bem diverso do nosso. Foram uma grande hierarquia espiritual, desde os que militam no plano físico (etéreo), astral e mental do nosso planeta, até os grandes Orixás Cósmicos, regentes de Universo. E, então, estaremos na presença do "Único Orixá - Olorun". Entretanto, embora pertençam a uma cadeia evolutiva mais elevada que a da Humanidade, não quer dizer que não haja Orixás menos evoluídos que certos Entes Humanos.

h. ENTIDADES ESPIRITUAIS ARTIFICIAIS: Consideram-se como Entidades Espirituais Artificiais, aquelas produzidas pelos pensamentos humanos. A mais levada ação de pensar, faz com que a Essência Elemental se agite. No entanto, se o pensamento é mais intenso a Essência Elemental ganha forma que dependerá do tipo de pensamento emitido, e a sua duração, da intensidade do pensamento.

Claro está que o pensamento inconsciente, aquele sem rumo certo, já produz pequenas vagas e minúsculas formas, naturalmente no plano que afine. Entretanto, quando o pensamento é dirigido, repetido muitas vezes, estas formas corpo, podendo ser alimentadas pelo seu "Criador", e mesmo aumentadas, já que são produtos de pensamentos conscientes.

As vezes, formam verdadeiras correntes nos planos onde foram criadas e denominam-se "Noures" ( termo de Ubaldi).

Ao conjunto de pensamentos de um recinto, é o que se denomina EGRÉGORA.

Por vezes, um espírito de natureza, um elementar, os anima agindo como um Ente Inteligente. As ondas de pensamentos, a forma pensamento ou forma vitalizada por elementar e a Egrégora, são utilizadas na Umbanda seguidamente.

É de bom alvitre, para com os Espíritos da Natureza, o "Profundo Conhecimento de Parte do Umbandista", no seu manejo, para evitar males muito comuns provocados por neófitos e imitadores de rituais.

Assim, a Umbanda é pois, "O CONJUNTO DOS PENSAMENTOS EMITIDOS PELA HUMANIDADE ATRAVÉS DO TEMPO".



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Fundamentos da Umbanda

Um Deus único e superior
Deus é um ENTE indefinível, primitivo, conceituado pela mente que admite. Definir Deus é dar-lhe atributos antopomórticos. Em nossa humanidade dividida encontramos: Os "Teistas", que aceitam Deus e estão distribuídos em três aspectos distintos, que são harmônicos e simultâneos.
É o fenômeno da "Unidade na Trindade, e a Trindade na Unidade", que se desdobra nos "Sete Espíritos Governantes Cósmicos"e que são os Sete Òrìxàs Maiores, os Sete Mundos.
A Umbanda e Monoteísta, admitindo Deus Uno e Trino, e sua conseqüência Septenária e, somente Ele é passível de adoração, por abstração, sem representação, nem mesmo por símbolos. PLURALIDADE DOS MUNDOS
A doutrina da pluralidade dos mundos é, atualmente, de caráter quase universal. Todavia, nem sempre foi assim, pois muitas das filosofias e religiões, que ainda hoje existem, afirmavam a sua unidade, cujo centro seria a nossa "acanhada" Terra. Com a evolução do entendimento filosófico e as conquistas da ciência, os conceitos também progrediram e, hoje, nas elites pensantes do planeta, discute-se a habilidade de seres em outros mundos físicos, os seus aspectos e os seus graus de inteligência. A Umbanda, nitidamente evolutiva, para ser redundante, conclama com a "ciência acadêmica"a pluralidade física dos mundos - mundos da forma - e, com a ciência esotérica aceita a sua pluralidade hiper e infra-física.
Quanto a forma, a ciência atual costuma classificar os Cosmos, em "quatro ordens de universos": 1. O de primeira ordem, que é o constituído pelo nosso "Sistema Solar", ou por sistema análogos em outras estrelas que não o "Sol" e, em cada galáxia (com seus planetas, satélites, cometas, asteróides, meteoritos e poeiras); 2. O universo de segunda ordem, é aquele de cada galáxia semelhante a nossa Via Láctea. É, pois, constituído por miríades de estrelas e suas coortes de astros; 3. O de terceira ordem, é o dos cúmulos de galáxias ou hipergaláxias; 4. O universo de quarta ordem, é formado pelos cúmulos do hipergaláxias. Assim. O Cosmos é o conjunto de universos, implicando na noção de "Cosmos Finito" como já o afirmava "Finstein" e, para acentuar a noção compreenda-se sua expansibilidade.
O Cosmos, na pluralidade dos mundos, é "Finito" e está em "Expansão no Espaço" através do "Tempo". A Umbanda entende a pluralidade dos mundos, partindo da compreensão de "Deus como o Absoluto", por existir, independentemente de qualquer condição, sem atributos, nem limites. 1. Primeiro plano Cósmico: No entanto, partindo do conceito de "Espaço Total", conjunto de mundos e, de "Tempo Total", por correspondência e abstração, depreende-se uma relação, "Um Ente Deus". 2. Segundo plano Cósmico: A Divindade Cósmica, passando pela Trindade se desdobra em "Sete Universos". 3. Terceiro plano Cósmico: Cada um destes Sete Universos, com sua Divindade Regente trina, também é septenária, formando, por sua vez, Sete Universos. 4. Quarto plano Cósmico: Estes universos, com seu Regente Divino, se desdobram em sete universos de quarta ordem, como os denomina a ciência acadêmica, na "Unidade e na Trindade". 5. Quinto plano Cósmico: Segue-se, a condensação dos universos de quarta ordem, em sete universos de terceira ordem. 6. Sexto plano Cósmico: Cada um dos sete universos de terceira ordem se desdobram, depois do Uno-Tríplice, em outros sete universos de segunda ordem. 7. Sétimo plano Cósmico: Os universos de segunda ordem, transformam-se, na decida para a matéria, em sete universos de primeira ordem, ou sistemas solares que são os de maior densidade e de maior extensão.
Estamos na presença do nosso Universo! O sistema Solar, com sua cadeia de planetas, que esotéricamente são sete, considerando-se o satélite da Terra, a Lua, como tal e, formando, assim, "Sete Planos", que são: a. Mahaparanirvánico, Adi ou Mundo de Deus; b. Paranirvánico, Anupadaka ou Mundo dos Espíritos Virgens; c. Nirvánico ou Atímico ou Mundo do Espírito Divino; d. Buddhico, Intucional ou Mundo do Espírito da Vida; e. “Nosso Lar” ou Mundo Mental, dos Pensamentos e Espíritos Humanos; f. Astral, dos Desejos, Emocional; g. Físico, Material.
O primeiro plano, o ADI, é o da Atividade Divina. O segundo e o Terceiro. São os campos da evolução Hiper-Humana, enquanto que Mental, Astral e o Físico, são evolução humana e os mais conhecidos pelas religiões e filosofias antigas. Assim, o Plano Mental corresponde ao Céu ou Paraíso de certas religiões Cristãs, para os muçulmanos e judeus; aos Campos Elíseos dos Gregos, e ao Devacam dos Hindus. Nota-se que estes planos, não são como prateleiras, um em cima do outro, mas também "Interpenetrantes", cuja penetração é do mais evoluído ao menos evoluído, do primeiro ao sétimo e todos formados por matéria universal, que se gradua de mais densa a menos densa. Sendo a menos densa, a do primeiro plano e, devido a interpenetração dos planos, que se dá a Deus, o atributo de "Onipresença".
OS CORPOS DO HOMEM - ESPÍRITO
A constituição do ENTE HUMANO, depende do plano de observação em que se coloque o estudioso e, por isso, o Homem poderá ter um, dois, três sete e até dez corpos distintos ou veículos.
a. O Homem Uno
  • Materialistas: Ao contemplar o Homem, com os sentidos ou com instrumentos que o amplie, de imediato, ressalta, através de suas particularidades físicas e fisiológicas, como sendo este, constituído de matéria do Mundo Físico, e aqueles, que assim se situam, são os que militam na Escola Materialista e afirmam que o Homem é Uno, apenas composto de elementos químicos, que ao se combinarem formam o seu Corpo Físico e, portanto, o homem seria: "Uno. Somente Matéria, com um só corpo: O Corpo Físico. Nota-se: Hoje, não se fala em termos de matéria, e sim, em energia, campos energéticos e níveis de energia. Entretanto, esta Escola mantem, ainda, a sua denominação, talves por tradição.
  • Espiritualistas Unilateralistas: Os pertencentes a esta Escola Filosófica, com muito poucos adeptos, dizem que o homem é matéria somente na "aparência", mas, que de fato, o que há é um erro de observação ou falta de apuramento de nossos sentidos físicos e que, na verdade, o Homem é Somente Espírito. Esta corrente, que é espiritualista, difere apenas da materialista, por troca dos termos, ou seja, onde se diz matéria, se diz espírito, e nunca na essência do conceito e, portanto, o Homem seria: Uno e, Somente Espírito, com um só corpo: O Espírito
b. O homem Dual
Algumas correntes espiritualistas, como a dos Católicos e Protestantes, aceitam o Homem como constituído de um "Corpo Físico" onde habita, e um "Corpo Espiritual, o Espírito", pertencente a um "Mundo Espiritual, o hiper-físico e, portanto, o Homem seria "DUAL", formado por dois corpos: ESPÍRITO - MATÉRIA - CORPO FÍSICO
c. O HOMEM TRINO
d. O Homem Heptenário
e. O Homem Decenário


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